Depois do IPO da MediaCapital, previsto para 2004, é a vez do grupo Cofina. Paulo Fernandes está a preparar a realização de um IPO da Investec, dona dos jornais Record, Correio da Manhã e do Jornal de Negócios.
A Investec pode voltar à bolsa já este ano. Isto porque Paulo Fernandes tem estado a discutir com instituições financeiras, potenciais coordenadores da operação, a possibilidade de, ainda este ano, realizar um IPO (Oferta Pública Inicial) da sub-holding da Cofina para a área dos media e conteúdos. Na lista de bancos estarão bancos de investimento nacionais e estrangeiros, que deverão ficar respectivamente com a Oferta Pública de Venda no mercado de capitais português e com a oferta a institucionais.
Confrontada com a notícia fonte oficial da Cofina referiu que ¿não comentamos hipóteses de trabalho¿.
A entrada em bolsa de qualquer empresa exige uma dispersão de, no mínimo, 25% e uma capitalização bolsista mínima de 2,5 milhões de euros.
A Investec que saiu de bolsa no início do ano 2000, detêm a Automotor (tiragem mensal de 54 mil exemplares); o Correio da Manhã (tiragem 143,4 mil exemplares); Máxima (tiragem de 71 mil exemplares) a TV Guia (tiragem de 150 mil exemplares), o Record (119,5 mil exemplares de tiragem) e o Jornal de Negócios (com 15,8 mil exemplares), entre outros, segundo dados da APCT divulgados pelo site da Cofina.
Outros IPO em 2004
Esta seria a segunda operação de entrada em bolsa, prevista para este ano, de uma empresa do sector dos media. Recorde-se que tal como anunciado por nós há duas semanas, a Medicapital prepara também uma operação de entrada em Bolsa até ao 1º semestre de 2004. O Diário de Notícias dava conta na edição de sábado passado de que o IPO da MediaCapital seria em Março. Nesta operação o fundo norte-americano HTMF desce a sua participação actualmente de 37,7%. Segundo o DN o IPO resulta de uma operação mista dispersão no mercado em simultâneo com um aumento de capital. Miguel Paes do Amaral e Nicholas Berggruen (concentrados na Vertix que detêm 39,3% da Medicapital) mantêm as posições relativas. Esta operação é liderada pelo Credit Suisse First Boston (global coordinator) e conta com o BESI e com a JP Morgan como co-leaders. A CGD também será chamada á operação.
No caso do IPO da Investec não são conhecidos os bancos, mas sabe-se pelo menos que a Cofina tem trabalhado, quer com o BES, quer com a Caixa Banco de Investimento (assim foi pelos menos na corrida à Portucel).
Para além d0 sector dos media o mercado de capitais nacional, que em 2003 só viu o IPO da Gescartão, conta já com pelos menos um outro IPO em curso: o da companhia de aviação Air Luxor.
Até ao momento a CMVM não tem registo de entrada de qualquer dos processos de IPO anunciados.
O IPOda Air Luxor deverá estar concluído até Junho. Esta operação também terá uma componente de aumento de capital e outra de dispersão em bolsa. A avaliação que servirá de base ao IPO está a ser efectuada pelo BES Investimento. Há uma short-list de bancos para a operação: a nível nacional foram escolhidos o Efisa, o BCP Investimento, o Banif e o BPI. No mercado internacional, foram o ING, o Royal Bank of Scotland e o ABN Amro. No continente africano o Banco Africano de Investimento (BAI).
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