Autor: notíCIas_pt
Data: 16-02-2004 04:35
Portucel negoceia acima do preço mínimo de privatização
As acções da Portucel negociavam com uma valorização máxima de 2,76%, nos 1,49 euros, valor atingido pela primeira vez desde Junho de 2003, superando assim os 1,45 euros, o preço mínimo a que o Estado pretende vender 30% da empresa, na privatização cuja data limite para entrega das propostas ocorre na próxima semana.
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Pedro Carvalho
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As acções da Portucel negociavam com uma valorização máxima de 2,76%, nos 1,49 euros, valor atingido pela primeira vez desde Junho de 2003, superando assim os 1,45 euros, o preço mínimo a que o Estado pretende vender 30% da empresa, na privatização cuja data limite para entrega das propostas ocorre na próxima semana.
Os valores da Portucel [Cot] negociavam em subida de 0,69% para 1,46 euros, depois de terem registado uma valorização máxima de 2,76%, o que levou o papel aos até aos 1,49 euros, o preço mais elevado desde Junho de 2003. A empresa movimentava cerca de 400 mil títulos.
Depois de, na terça-feira, a Portucel ter fechado nos 1,45 euros, a empresa liderada por Jorge Armindo conseguiu hoje transpor essa barreira, que coincide com o valor mínimo fixado pelo estado para alienar 30% da empresa.
A Portucel eleva assim para 4,29% o ganho acumulado em 2004, num período em que o índice de referência, o PSI-20 [Cot] soma 9,25%.
No passado dia 6 de Fevereiro, a Portucel chegou a valorizar um máximo de 2,88%, depois do Jornal de Negócios ter avançado que Pedro Queiroz Pereira da Semapa [Cot] iria concorrer à privatização da Portucel.
O mesmo órgão noticiava que o dono da Semapa, que controla a Secil e 9% da Cimpor [Cot], também mantém negociações com Belmiro de Azevedo, tendo em vista a aquisição da participação da Sonae [Cot] de 20% na empresa de pasta e papel.
No final de 2003, o capital da Portucel era detido em 55,72% pelo Estado, em 25% pela Sonae Wood Products, em 4% pela Lunimo – Sociedade Imobiliária, e em 2% pela Capitais Privados, SGPS. Os restantes 13,28% representam o «free float», ou o capital disperso em bolsa.
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