O Barclays recomenda «acumular» acções da Cofina, com um preço alvo de 3,67 euros, e avança a mesma recomendação para a PTM, a que foi atribuída um «target» de 21,50 euros. O banco considera «bastante positivas» as perspectivas para os media e recomenda a cisão da Lusomundo Media.
O Barclays recomenda «acumular» acções da Cofina, com um preço alvo de 3,67 euros, e avança a mesma recomendação para a PTM, a que foi atribuída um «target» de 21,50 euros. O banco considera «bastante positivas» as perspectivas para os media e recomenda a cisão da Lusomundo Media.
O Euro 2004 terá um «forte impacto» nos desportivos,diz o banco num estudo onde recomenda a cisão da Lusomundo Media.
No estudo mensal sobre os mercados de capitais, os analistas do Barclays emitiram uma recomendação de «acumular» para os valores da Cofina [Cot] e da PT Multimédia (PTM) [Cot], considerando que as perspectivas para o mercado de «media» são bastantes positivas em 2004, uma vez que as receitas de publicidade deverão recuperar, ajudadas pelo Euro 2004, o campeonato europeu de futebol que se realiza em Portugal no próximo mês de Junho.
A Cofina é dona do Canal de Negócios (www.negocios.pt) e do Jornal de Negócios, através da Investec.
Para a empresa liderada por Paulo Fernandes, o Barclays sugere um preço alvo de 3,67 euros, ou seja, um potencial de valorização implícito de 30,2% face à cotação de fecho de sexta-feira.
Para a empresa liderada por Zeinal Bava, a casa de investimento britânica tem um preço objectivo de 21,50 euros, ou seja, um potencial remanescente de subida de 22,3%.
Para além da Investec (dona do «Record», do «Correio da Manha», do Jornal de Negócios, da «Automotor», da «Máxima», do Chip7 e do Canal de Negócios), a Cofina está exposta aos segmentos de pasta e papel (Celulose do Caima [Cot]) e à indústria de aço (F. Ramada) que representam 21,5% e 33,9%, respectivamente, do volume de negócios do grupo.
O Barclays, sobre o sector do papel, afirma não ser de excluir a possibilidade da Cofina voltar «a apresentar uma proposta sobre a Portucel-Soporcel», neste segundo modelo de privatização, cuja data para entrega de propostas termina nesta quarta-feira.
No que respeita os «media», o Barclays diz que as receitas de publicidade deverão recuperar em 2004 e o efeito do Euro 2004 «terá um forte impacto nos resultados dos veículos de informação da ‘holding’, nomeadamente atreves do jornalismo desportivo», onde o «Record» lidera.
Em relação à PTM, o banco refere que a taxa de crescimento «interessante» no negócio da TV por Cabo deverá continuar nos próximos dois anos e considera que seria «positiva» a cisão da Lusomundo Media da PTM, no sentido em que esta última «deixaria de carregar activos consumidores de "cash" e pouco lucrativos – se compararmos com o negócios de TV por cabo».
A Cofina comprou, em 2003, 19,09% da Lusomundo Media que, por sua vez, é detida em 74,97% pela PTM. A unidade de «media» controlada pela PTM é dona do «Jornal de Notícias», do «Diário de Notícias» e da emissora de rádio TSF.
As acções da Cofina negociavam inalteradas nos 2,82 euros, e os valores da PTM seguiam com um ganho de 1,59% para 17,86 euros.
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