O Resultado Líquido do Grupo cifrou-se em 25,4 milhões de euros, em 2003, o que representa um crescimento de 21,5% relativamente aos resultados alcançados em 2002.
A Margem Financeira apresentou também uma evolução positiva, cifrando-se em cerca de 151 milhões de euros, o que representa um crescimento de 12,7% relativamente aos 134 milhões de euros de 2002. De salientar, o crescimento registado ao nível do Resultado de Exploração do Grupo, que atingiu os 35.3 milhões de euros em 2003, um crescimento de 31% relativamente a 2002.
O Activo Líquido do Grupo Banif apresentou um decréscimo de 5,9% passando de 6.067 milhões de euros em 2002 para cerca de 5.712 milhões de euros no final do exercício em análise. Por seu lado o Crédito Concedido ascendeu a 4.407 milhões de euros, contra os cerca de 4.425 milhões de euros em 2002, o que representa um decréscimo de 0,4%.
De referir a este propósito que o Banif alienou um total de 500 milhões de euros de Crédito à Habitação na operação de titularização Atlantes Mortgage N.º1 em Fevereiro de 2003 e que está na origem do desempenho atrás assinalado do Activo Líquido e do Crédito Concedido do Grupo, em 2003.
No que concerne aos Recursos Totais de Clientes, estes apresentaram um crescimento de 4,6% ascendendo a 4.220 milhões de euros em 2003, que compara com os 4.034 milhões de euros alcançados no exercício anterior.
O saldo dos Resultados Extraordinários cifra-se num prejuízo líquido de 11.3 milhões de euros, tendo este sido fortemente influenciado negativamente pelas perdas associadas às fraudes ocorridas no Banif e no BCA, as quais se encontravam totalmente resolvidas no final de 2003, no que se refere ao apuramento do seu montante e correspondente prejuízo para o Grupo.
Em face do reforço dos capitais próprios do Grupo Banif, em especial, resultante do aumento de capital ocorrido no final de 2002, a rendibilidade do Grupo Banif mantevese, em 2003, a nível idêntico ao de 2002, (ROE de 8% em 2003 contra 7,5% em 2002) prevendo-se no corrente ano uma melhoria da mesma em virtude de se esperar, por um lado, que os elevados investimentos efectuados nos últimos anos em tecnologia e no
alargamento das redes e canais de distribuição do Grupo comecem agora a apresentar um melhor retorno e, por outro, um menor impacto proveniente dos resultados não recorrentes, como os verificados em 2003.
Finalmente é de destacar o bom desempenho da seguradora do Grupo Banif – a Companhia de Seguros Açoreana – que, tendo concluído no início do ano de 2003 um complexo processo de fusão por integração da “O Trabalho”, conseguiu um resultado de 10,1 milhões de euros ( + 24,7% que o obtido em 2002), tendo reforçado a sua quota de mercado de 3,0% para 3,4%.
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