Terça: resultados da EDP
Quarta: resultados da Sonae.com
Quinta: resultados da Portugal Telecom e reunião do BCE
Sexta: resultados da Brisa e relatório do desemprego nos EUA
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O número mais importante vem no final da semana com a divulgação do desemprego nos Estados Unidos na sexta-feira, é esperado a criação de 135 mil empregos, acima dos 112 mil do mês passado. A criação de emprego está em foco desde há alguns meses, devido à dificuldade da economia dos Estados Unidos em criar emprego e que pode pôr em perigo a continuação do crescimento económico.
Mas até lá, não só vão ser divulgados dados económicos importantes, como o ISM index já hoje às 15 horas, como amanhã haverá discursos do Greenspan e do Bernanke, e a nível político ocorrerá a Super Terça-feira, um dia em que 10 estados votarão nas primárias. Para já tudo indica que John Kerry será o mais provável candidato à Casa Branca, se ganhar contra Bush teremos uma Primeira Dama portuguesa nos Estados Unidos :-)
Na Europa será divulgado amanhã a taxa de desemprego e na Quinta, o indicador de previsão do PIB para a zona no primeiro e segundo trimestre do ano.
Mas em foco estará a reunião do BCE na Quinta, em princípio não haverá nenhuma alteração da taxa de juro, mas a instituição encontra-se confrontada situações que não desejava. Por um lado, se observarmos a evolução da inflação, que foi 1,9% em Janeiro e as previsões apontam para 1,6% em Fevereiro, poderá começar a haver espaço para um corte das taxas. Comparemos por exemplo a situação nos Estados Unidos e na Alemanha e verificamos que, no primeiro país, as taxas estão em 1% e a inflação é de 1,9%, enquanto no segundo, motor da economia europeia, as taxas estão em 2% e a inflação em 1,1%, a mais baixa da União Europeia. Por outro lado, houve uma pressão política inconcebível a semana passada por parte de Schroeder, e o BCE com tão poucos anos de vida quer demonstrar a sua independência. A pressão política percebe-se, nomeadamente, porque Gerard Schroeder anda a sentir revezes nas eleições locais no seu pais, este fim de semana foi em Hamburgo. O euro não pode ser desculpa para tudo, não só porque tem estado mais estável, ou a cair face ao dólar, como também, para além do comércio internacional ser realizado entre países da zona euro, muitas empresas europeias beneficiam com a subida do euro, porque importam produtos da Ásia e europa do Leste e os preços são acertados em dólares.
Ainda por outro lado, um estudo divulgado pelo Centro de Estudo de Política Económica (Centre for Economic Policy Research), indica que o BCE tem falhado a manutenção da inflação em 2%, e que desde o lançamento do euro em Janeiro de 1999 até Outubro de 2003, em 55% do tempo a inflação foi superior a 2%. O estudo indica mesmo que a probabilidade de uma subida das taxas é maior do que de uma descida.
Em Inglaterra também se realizará reunião na Quinta para decisão de taxas de juro. É esperado que as taxas se mantenham nos 4%, a inflação está abaixo do target e o Banco ainda em Fevereiro subiu as taxas em 25 pontos base. O mercado da habitação continua muito forte, e o último relatório sobre a subida do preço das casas indicou uma valorização média de 16%. O preço das casas atingiu o valor mais alto face ao rendimento desde que se estuda essa comparação, um prazo de vinte anos. O preço médio de uma casa custa actualmente 5 vezes o salário anual médio do comprador. Em 1989 atingiu-se um valor semelhante que foi seguido por um crash de 12% no preço médio das casas. Esta é a mais forte preocupação do Banco Central Inglês.
Em Portugal, teremos resultados da EDP, PT, BRISA e Sonea.com, e na Quarta o INE divulga o Inquérito de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores de Fevereiro de 2004.
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