Resultados líquidos de € 66,8 milhões
- Volume de negócios consolidado ultrapassa € 1000 milhões
- EBITDA de € 258,7 milhões
- Resultados financeiros melhoram em cerca de € 13 milhões
- Endividamento líquido reduzido em € 70,7 milhões
As vendas totais consolidadas do Grupo Portucel Soporcel atingiram no ano de 2003 € 1.000,6 milhões, registando um decréscimo de 8% face a 2002. Destaque-se que a contribuição do negócio de papel foi de € 752,2 milhões, representando cerca de 75% do volume de negócios total.
O volume de vendas de papel do Grupo foi em 2003 de 938 mil toneladas, o que representa um aumento de 3,6%, ou 32 mil toneladas, em relação a 2002. Já quanto à pasta, venderam-se cerca de 548 mil toneladas, o que corresponde a um decréscimo de 8,6% em comparação com o mesmo período de 2002.
O EBITDA foi de € 258,7 milhões atingindo uma margem sobre as vendas de 26%, valor que compara muito favoravelmente com as empresas europeias do sector. O cash flow de exploração ascendeu a € 211,0 milhões, representando cerca de 21% sobre as vendas.
Estes resultados registaram-se num ambiente de claro abrandamento da actividade económica mundial, com a indústria europeia de papéis finos não revestidos a atravessar em 2003 um período particularmente difícil, tendo-se assistido a uma redução global na procura destes produtos de cerca de 1% (ou seja, 90.000 toneladas) no espaço geográfico europeu. Contudo, a procura na Europa Ocidental teve um comportamento assimétrico durante o ano. De facto, as vendas dos produtores europeus na Europa caíram 5% na primeira metade do ano, tendo estagnado no segundo semestre.
Durante o ano de 2003 assistiu-se à continuação da quebra generalizada dos preços médios de venda de papel iniciada no último trimestre de 2002. Em particular, o índice de referência do preço médio do papel de escritório standard na Europa (PIX) recuou 7% face a 2002. Também os índices de preços médios do papel Folio para a indústria gráfica na Europa indicam uma quebra entre 5% e 6%, dependendo do mercado geográfico.
Em consequência directa da redução na procura de papel, o mercado da pasta apresentou um perfil muito irregular ao longo do ano e sofreu uma pressão significativa sobre o preço de venda. Neste contexto, o preço da pasta, ao longo de 2003, registou a pior tendência dos últimos cinco anos, tendo-se ainda debatido com a forte depreciação do dólar, um factor perturbador da competitividade dos produtores europeus.
Este enquadramento de mercado, induzido pela quebra de actividade económica, condicionou fortemente o volume de facturação e os resultados do Grupo. No entanto, é de sublinhar que o Grupo viu, uma vez mais, concretizados os benefícios resultantes da integração das suas operações, reflectidos no efeito volume dos produtos transaccionados e na redução da volatilidade das suas receitas.
Neste quadro, o resultado operacional, em 2003, foi de € 111,0 milhões,
representando um decréscimo de 42% relativamente ao ano anterior.
Os resultados financeiros registaram uma melhoria de € 13 milhões relativamente a 2002, tendo-se cifrado em € 44,3 milhões negativos.
Esta evolução encontra justificação na redução do nível médio de financiamento, expressa no diferencial do endividamento líquido do Grupo, que diminuiu € 70,7 milhões entre o final de 2002 e o final de 2003, e também na política de gestão de risco cambial que acabou por minimizar o efeito do comportamento extremamente desfavorável do dólar e da libra. O endividamento líquido do Grupo era de € 948,4 milhões apesar dos investimentos já efectuados no montante de € 118,4 milhões e de adiantamentos para investimentos totalizando € 32,6 milhões.
Assim, o resultado líquido para o Grupo Portucel Soporcel foi de 66,8 milhões de euros, representando um decréscimo de 25% face a 2002.
Perspectivas futuras
Embora haja expectativas de recuperação da economia mundial, prevê-se que a retoma das principais economias, sobretudo na Europa, se faça lentamente durante a primeira metade do ano, para evoluir mais favoravelmente no segundo semestre, altura em que se farão sentir com maior inte nsidade os efeitos da consolidação do crescimento da procura e consequente aceleração do comércio mundial.
Assim, as perspectivas que se desenham para a evolução da actividade no sector de pasta e papel em 2004 devem ser prudentemente consideradas, perspectivandose que, pelo menos nos primeiros meses do ano, os preços dos produtos se mantenham em níveis tendencialmente baixos. A evolução positiva do sector europeu dependerá muito do vigor da economia ao longo do ano, e da evolução do euro face ao dólar, um factor determinante para a competitividade da indústria europeia.
No 1º semestre de 2004, será finalizado o estudo de pré-engenharia para instalação de uma nova máquina de papel não revestido, que permitirá integrar cerca de 350 mil toneladas de pasta.
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