PÚBLICO
A França registou um défice orçamental de 4,1 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2003, ultrapassando assim largamente, e pelo segundo ano consecutivo, o limite de três por cento tolerado pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) para os défices públicos na Zona Euro.
De acordo com os dados agora fornecidos à Comissão Europeia pelo Instituto de Estatística e Estudos Económicos (INSEE), o défice orçamental de 2002 ficou-se nos 3,2 por cento do PIB, em vez dos 3,1 por cento oficialmente reconhecidos até ontem. Paris não respeitará o PEC novamente este ano, tendo anunciado um défice de 3,6 por cento. Só em 2005 o executivo francês deverá voltar aos limites impostos pela Comissão, com um défice previsto de 2,9 por cento do PIB.
Bruxelas adiantou ainda que a França ultrapassou no ano passado os limites de um segundo indicador económico, registando uma dívida pública de 63 por cento do PIB (58,6 por cento em 2002), quando o máximo autorizado na Zona Euro é de 60 por cento. Segundo o jornal económico "La Tribune", as finanças públicas francesas tiveram uma derrapagem de três mil milhões de euros em 2003, por causa do aumento das despesas do Estado, verba a que deveria corresponder a um défice de 4,2 por cento.
A diferença foi parcialmente compensada graças a um reembolso pelo grupo EDF (energia eléctrica) de 1,2 mil milhões de euros de impostos atrasados, sob pressão da comissão europeia
Défice público francês atinge os 4,1 por cento em 2003
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03-03-2004 02:55
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