BCE antevê crescimento económico «moderado» em 2004
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), que hoje manteve a taxa de referência dos 2%, antevê um crescimento económico «moderado» em 2004. Jean-Claude Trichet considera contudo que os esforços de alguns países para controlar os défices orçamentais são «insuficientes».
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), que hoje manteve a taxa de referência dos 2%, antevê um crescimento económico «moderado» em 2004. Jean-Claude Trichet considera contudo que os esforços de alguns países para controlar os défices orçamentais são «insuficientes».
«Os indicadores mais recentes apontam para um crescimento económico moderado em 2004», afirmou hoje Jean-Claude Trichet, presidente do BCE, no dia em que o banco central da Zona Euro manteve a taxa de juro inalterada nos 2%, o dobro do praticado nos EUA e metade do registado nos Reino Unido.
«Enquanto o crescimento tem sido relativamente modesto até agora, tanto factores externos como domésticos dão razões para esperar um fortalecimento da recuperação durante 2004 e depois», afirmou Trichet. O presidente do BCE avançou ainda que o crescimento económico será «robusto e baseado em diferentes regiões do mundo». As «exportações deverão crescer significativamente durante o ano 2004 e 2005.
No campo empresarial, Trichet considera que «estão criadas as condições para uma recuperação na procura privada», e que «as condições de financiamento que as companhias enfrentam são muito favoráveis actualmente». Todos estes factores «deverão suportar maior recuperação no investimento».
Todavia, o presidente do BCE defende que «há incertezas relacionadas com o consumo privado da Zona Euro, e desequilíbrios persistentes em algumas regiões do mundo».
A taxa de referência «foi assim deixada inalterada ao seu nível baixo», fornecendo «apoio à recuperação económica da Zona Euro».
Repetição de erros deve ser evitada
«Em relação às políticas fiscais, registámos o progresso na consolidação fiscal contemplada nos programas de estabilidade dos países».
No entanto, destacou o mesmo responsável, «em alguns países, contrariamente aos seus compromissos, os esforços de ajustamento são insuficientes para mitigar o risco de défices excessivos». Além disso, acrescenta a mesma fonte, «vários países não planeiam alcançar posições claras em relação ao orçamento até ao final dos seus respectivos programas, apesar de perspectivas favoráveis de crescimento».
Pode-se assim correr o risco de uma repetição dos erros da última recuperação económica, «quando esforços insuficientes de consolidação e cortes na carga fiscal sem o controlo adequado da despesa» criaram espaço para a ocorrência das recentes dificuldades fiscais.
BCE antevê crescimento económico «moderado» em 2004
notíCIas_pt
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04-03-2004 07:56
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