ParaRede propõe operação harmónio para cobrir prejuízos (act)
A ParaRede vai propor na assembleia geral da empresa a realização de uma operação harmónio para cobrir prejuízos. A empresa vai aumentar o capital em 81 milhões de acções, a um preço de 0,30 euros cada uma, cuja colocação o BES já garantiu.
A ParaRede vai propor na assembleia geral da empresa a realização de uma operação harmónio para cobrir prejuízos. A empresa vai aumentar o capital em 81 milhões de acções, a um preço de 0,30 euros cada uma, cuja colocação o BES já garantiu.
No comunicado para a apresentação de resultados a ParaRede explica que a operação harmónio se deve ao facto de a empresa, no final de 2003, se encontrar em situação de incumprimento, dado o seu capital próprio ser inferior a metade do capital social.
«Não obstante o referido artigo não se encontrar ainda em vigor, é intenção da Administração resolver de imediato esta questão», diz a ParaRede num comunicado.
Assim os accionistas da empresa de tecnologias vão, na próxima AG, deliberar sobre a redução do capital social da Sociedade de 43,8 para 21,9 milhões de euros, destinada à cobertura de perdas, mediante a redução do valor nominal das acções que o representam, passando cada acção a ter o valor unitário de 0,10 euros.
Os accionistas vão ainda deliberar sobre o subsequente aumento do capital social da empresa, reservado a accionistas para 30 milhões de euros, mediante novas entradas em dinheiro, através da emissão de 81milhões de novas acções ao preço de subscrição de 30 cêntimos cada uma.
Esta operação de aumento de capital, que vai gerar um encaixe de 24,3 milhões de euros, tem a garantia de colocação do Banco Espírito Santo, um dos accionistas da empresa liderada por Paulo Ramos.
«Desta forma, após a conclusão da operação, a empresa ficará dotada dos meios financeiros necessários ao desenvolvimento das suas actividades, cumprindo simultaneamente, o disposto no Artº 35 do CSC», explica a ParaRede.
O ano passado a ParaRede tinha já realizado uma operação harmónio, que mesmo assim não foi suficiente para colocar o capital próprio da empresa em mais de metade do capital social.
As acções da ParaRede fecharam a descer 1,85% para os 0,53 euros.
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