Durão Barroso diz que recuperação da economia será lenta mas gradual
O primeiro-ministro Durão Barroso disse hoje que a recuperação da economia portuguesa será lenta, mas gradual e que a melhor forma de ajudar o crescimento da economia é através da redução de impostos e do aumento do investimento privado
O primeiro-ministro Durão Barroso disse hoje que a recuperação da economia portuguesa será lenta, mas gradual e que a melhor forma de ajudar o crescimento da economia é através da redução de impostos e do aumento do investimento privado
«É esse (redução de impostos) o caminho que vamos continuar a seguir», disse Durão Barroso no Congresso do empresário que decorre hoje em Santa Maria da Feira, no Europarque.
Durão lembrou que as instituições internacionais que acompanham a economia portuguesa estão mais optimistas, citando as previsões do Fundo Monetário Internacional, que estima para o próximo ano uma expansão superior à da União Europeia.
O FMI aguarda que o PIB português cresça 2,7% em 2005, depois da expansão de 0,8% prevista para este ano. Barroso continua optimista para a economia portuguesa, apesar de afirmar que a recuperação será «lenta e gradual».
O primeiro-ministro defendeu que o investimento privado é que é produtivo, afirmando que «não é com mais investimento público» que a economia vai melhorar, pois este tem de ser escolhido com selectividade», pois «já se fez muita despesa pública e tiveram se de aumentar os impostos». Fez mesmo um apelo aos empresários presentes no Congresso, para que ajudem, não o Governo, mas sim o país, com um aumento do investimento.
Durão Barroso evitou falar de maus investimentos públicos realizados pelo anterior Executivo, mas afirmou que «o meu Governo não teria feiro 10 novos estádios» para o Euro 2004.
«A contenção da despesa pública tem que se fazer através da redução gradual de impostos sobre as empresas e as pessoas», disse o primeiro-ministro, reiterando que o Governo vai cumprir a redução da taxa de IRC de 25 para 20% em 2006.
O primeiro-ministro está confiante que amanhã a Comissão Europeia vá encerrar o processo de défices excessivos contra Portugal, depois de durante dois anos o nosso país ter conseguido défices orçamentais abaixo de 3%.
Sobre a necessidade de Portugal não poder facilitar a transferência de centros de decisão para o estrangeiro, referida por Cavaco Silva, Durão Barroso está «inteiramente de acordo» e exemplificou com a privatização da Portucel, onde a empresa foi vendida à Semapa, mas «fomos imparciais» e foram respeitadas as regras de mercado.
Durão Barroso diz que recuperação da economia será lenta
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27-04-2004 04:42
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