Participada da PT quer conjugar rentabilidade com ganhos de quota este ano
A Telesp Celular Participações que apresentou, hoje, os resultados do primeiro trimestre, mantém, para este ano, a estratégia de angariar mais clientes através de campanhas promocionais aliada à conquista da rentabilidade, disse Francisco Padinha, presidente da Vivo, numa conferência com analistas.
A Telesp Celular Participações que apresentou, hoje, os resultados do primeiro trimestre, mantém, para este ano, a estratégia de angariar mais clientes através de campanhas promocionais aliada à conquista da rentabilidade, disse Francisco Padinha, presidente da Vivo, numa conferência com analistas.
Numa conferência com analistas para apresentar os resultados da Telesp Celular Participações, o principal activo da Vivo, empresa da Portugal Telecom e da Telefónica Móviles a que o Canal de Negócios acompanhou, Padinha diz-se satisfeito com os resultados do primeiro trimestre deste ano.
Em sua opinião, a operadora conseguiu conjugar a conquista de novos clientes sem perder margem e diminuindo o «churn» (saída de clientes para outras operadoras).
«A nossa estratégia de 2004 continua a de sermos bastante agressivos no mercado», referiu Padinha, em resposta a uma pergunta dos analistas brasileiros. Para este ano, frisou, o objectivo é conjugar o aumento da quota de mercado com o «equilíbrio da rentabilidade».
Ainda assim, o grupo sublinha que, para captar mais clientes, vai continuar com a estratégia das promoções. Em resultado desta opção, a receita média mensal por cliente vai apresentar uma redução «ligeira» neste segundo trimestre, admitiu Padinha que declarou-se confiante no crescimento da adição de novos clientes.
Soma mais 997 mil clientes no trimestre
No primeiro trimestre, a TCP que inclui a Telesp Celular (operadora em São Paulo), a Global Telecom (Santa Catarina e Paraná) e a Tele Centro Oeste (Brasília), adicionou mais 997 mil novos clientes para um total de 14,295 milhões, o que traduz um crescimento de 36,5% face ao primeiro trimestre de 2003.
A Global Telecom acabou Março com 1,873 milhões de clientes, mais 182 mil somados no trimestre e a TCO acrescentou mais 340 mil para os 4,452 milhões de clientes.
A operadora apresentou uma quota de 54% das novas adições de utilizadores, mantendo a liderança nos mercados onde cada subsidiária actua.
Receitas de dados representam 4,7% do total
O gestor também salientou que a empresa alcançou «um crescimento sustentado da receita» e que as receitas de dados já representaram, de Janeiro a Março, cerca de 4,7% do total das receitas do grupo.
Em média, a operadora processa 80 milhões de mensagens escritas por mês. A utilização das mensagens multimédia (MMS), segundo Padinha, tem «ganho importância nos últimos dois meses». No primeiro trimestre deste ano, foram processadas, pela TCP, 383 milhões de MMS, o que corresponde a um crescimento de 74% no trimestre, anunciou a mesma fonte.
Por outro lado, os investimentos da companhia, neste trimestre, foram inferiores aos registados em igual período do ano passado, tendo totalizado os 105,5 milhões de reais, dos quais 37,9 milhões de reais foram gastos na rede e 31,5 milhões na actualização da tecnologia, divulgou Padinha. Esta redução dos investimentos já estava prevista pela companhia.
Ao mesmo tempo que se reduzem os investimentos, a empresa divulga que o fluxo de caixa do grupo «evidencia que a TCP possui recursos gerados pela operação» que financiam os investimentos. No período em análise, o fluxo de caixa subiu 29% para os 594 milhões de reais e a dívida líquida ficou-se nos 4,166 mil milhões de reais, praticamente igual ao período de Janeiro a Março de 2003.
No primeiro trimestre, a empresa optou por reduzir os subsídios aos terminais, facto que levou à queda em 20% do custo de aquisição por cliente. Vivo continua a querer entrar em Minas Gerais Padinha respondeu, na referida conferência, ao processo de entrada no Estado de Minas Gerais, onde a Vivo não tem cobertura.
O presidente da Vivo disse que «estamos no bom caminho do processo» que a solução de comprar o espectro deixado para trás pelas operadoras que querem migrar para a tecnologia GSM, igual à da Europa, deve estar concluída «até ao final deste trimestre».
Depois, o grupo poderia, assim, operar neste Estado sem precisar de adquirir uma operadora local.
A operadora conversa sobre essa possibilidade com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mas não há ainda qualquer decisão sobre o tema.
Participada da PT quer conjugar rentabilidade com ganhos de quota este ano
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27-04-2004 08:45
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