Petróleo sobe para máximo de 13 anos com ataque a trabalhadores na Arábia Saudita
O crude atingiu hoje em Nova Iorque um novo máximo de 13 anos depois de, no passado sábado, terem sido assassinados cinco trabalhadores de uma refinaria na Arábia Saudita.
O crude atingiu hoje em Nova Iorque um novo máximo de 13 anos depois de, no passado sábado, terem sido assassinados cinco trabalhadores de uma refinaria na Arábia Saudita.
Este incidente vem aumentar as preocupações existentes em relação às consequências que o terrorismo poderá ter na indústria do petróleo da Arábia Saudita, o maior exportador do mundo desta matéria-prima.
O contrato de entrega do crude para Junho atingiu uma valorização máxima de 2,68% para os 38,30 dólares, o que representa o valor mais elevado desde Guerra no Golfo em 1991. O «brent» não negociou pelo facto de o International Petroleum Exchange, em Londres, ter estado encerrado durante o dia de hoje.
A valorização esteve relacionada com a morte de cinco trabalhadores da companhia ABB, que trabalhavam numa refinaria dirigida pela Exxon Mobil. O perigo do terrorismo acarreta consigo preocupações relativas à possível escassez de petróleo, uma vez que a Arábia Saudita é o maior exportador do mundo.
No entanto, a queda verificada no preço da gasolina acabou por compensar uma valorização possivelmente maior. Segundo Phil Flynn, responsável da Alaron Trading, em Chicago, «torna-se difícil o petróleo subir muito quando a gasolina está em baixo, porque a gasolina tem sido a referência».
Em declarações à Bloomberg, o mesmo adiantou que «as notícias vindas da Arábia Saudita e a perspectiva do abandono do país por parte de alguns norte-americanos farão com que os preços subam bastante nos próximos tempos».
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