Soares dos Santos diz que Jerónimo Martins não é para vender
A família Soares dos Santos não vai, não quer e nem pode vender a sua posição de controlo na JM: «existe entre nós um pacto de honra de que a participação no JM não é para vender. E existem meios jurídicos que evitam essa venda», garante Alexandre Soares dos Santos ao Jornal de Negócios.
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A família Soares dos Santos não vai, não quer e nem pode vender a sua posição de controlo na JM: «existe entre nós um pacto de honra de que a participação no JM não é para vender. E existem meios jurídicos que evitam essa venda», garante Alexandre Soares dos Santos ao Jornal de Negócios.
Esse compromisso da família resulta também de uma homenagem aos antepassados: «Eu creio que o meu avô e o meu pai fizeram um grande trabalho. Primeiro transformaram o JM num grande armazenista da época. Segundo tiveram a coragem, em 1938, de lançar uma empresa de produção de margarinas e abriram a fábrica em 1944. Tiveram a visão de criar a Fima, Lever, Iglo», orgulha-se.
«Portanto - prossegue - há que ter em consideração os valores que esses senhores nos deixaram. A minha obrigação e a de quem vem a seguir é continuar. Isto não é para vender».
Soares dos Santos faz questão de sublinhar que é do controlo do grupo que está a falar e não de um tabu sobre operações de vendas de qualquer activo - à imagem, aliás, do que sucedeu no passado recente: «não quer dizer que eu não venda amanhã uma das empresas. Mas o JM não vendemos, nem perderemos a maioria», reafirma.
«É uma homenagem e é ao mesmo tempo uma responsabilidade que herdei e é para continuar».
(A versão integral da entrevista é publicada na edição de hoje do Jornal de Negócios).
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