Conselheiro do BCP condenado pelo crime de «insider trading»
José Machado de Almeida, presidente da têxtil JMA e membro do Conselho Superior do Banco Comercial Português, foi hoje condenado pelo crime de abuso de informação privilegiada, tendo sido aplicada uma coima 180 dias a 300 euros cada, o que perfaz um total de 54 mil euros.
José Machado de Almeida, presidente da têxtil JMA e membro do Conselho Superior do Banco Comercial Português, foi hoje condenado pelo crime de abuso de informação privilegiada, tendo sido aplicada uma coima 180 dias a 300 euros cada, o que perfaz um total de 54 mil euros.
Álvaro Legoinha, director financeiro do grupo, também foi condenado pelo mesmo crime, tendo sido aplicada uma sanção de 260 dias a 300 euros, ou seja 78 mil euros.
É que neste caso, Legoinha comprou acções para a carteira da JMA e para a sua própria carteira pessoal.
À saída do julgamento os réus e os seus advogados recusaram-se a fazer qualquer comentário, não adiantando sequer se vão interpor recurso da decisão.
A juíza considerou que ficou provado que a compra de acções do BPA, no dia 25 de Janeiro de 2000, só se verificou pelo facto de José Machado de Almeida ter tido acesso, em primeira-mão, aos pormenores da operação, da fusão por incorporação do BPA no BCP, durante a reunião do Conselho Superior que decorreu nesse dia durante a manhã.
O conselheiro do BCP teve acesso a esta informação privilegiada, antes de ela ser comunicada ao mercado, após as 16h30 de 25 de Janeiro de 2000, tendo transmitido essa referida informação ao seu director financeiro, que deu posteriormente as ordens de compra.
Machado de Almeida e Legoinha encaixaram, na sequência destas operações de compra de acções do BPA, mais valias de 52 mil euros e 20 mil euros, respectivamente.
Os dois arguidos vão assim pagar coimas superiores às mais valias que terão conseguido com a compra de acções do BPA, o que acontece pela primeira acontece num julgamento de «insider trading».
Está é a terceira acusação de crimes de mercado, na sequência dos casos de Miguel Sousa Cintra, na OPA sobre a Vidago e de Magalhães Pinto, na OPA sobre a Mota Engil.
Conselheiro do BCP condenado pelo crime de «insider trading»
notíCIas_pt
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28-05-2004 09:20
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