EDP deve ter núcleo accionista estável, mas não compete ao Estado promovê-lo
É desejável que a Electricidade de Portugal (EDP) tenha um núcleo accionista forte e coeso, mas não compete ao Estado promover a criação desse núcleo, afirmou hoje o ministro da Economia, Carlos Tavares.
É desejável que a Electricidade de Portugal (EDP) tenha um núcleo accionista forte e coeso, mas não compete ao Estado promover a criação desse núcleo, afirmou hoje o ministro da Economia, Carlos Tavares.
Carlos Tavares foi questionado pelos jornalistas, à margem do Fórum da Energia do «Diário Económico», sobre se a próxima privatização da eléctrica irá promover a criação de um núcleo duro de accionistas.
Embora considere que esse não é o papel do Estado, o ministro defendeu que é importante que haja um alargamento e reforço do núcleo de accionistas privados até porque o Estado se está a retirar do capital da empresa.
O CFO da EDP, Rui Horta e Costa, defendeu recentemente a vantagem da eléctrica vir a ter um núcleo duro de accionistas que tivessem entre 35% a 40% do capital da EDP.
Esta questão surge no quadro da próxima privatização da eléctrica que deverá ainda acontecer este ano, através de nova fase de dispersão em bolsa.
Carlos Tavares reafirmou hoje que estão reunidas as condições para avançar com a operação, não obstante alguma incerteza vivida pelos mercados que, no seu entender não põe em causa a tendência de recuperação sentida nos últimos meses.
As acções da EDP seguiam a descer 0,45% para os 2,21 euros.
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