Acções da EDP desvalorizam mais de 2% com notícia de aumento de capital
As acções da Electricidade de Portugal seguiam a descer mais de 2%, reagindo à notícia do «Diário Económico» de que a empresa está a preparar um aumento de capital para comprar as acções que ainda não controla na Hidrocantábrico. A eléctrica já negou esta informação.
As acções da Electricidade de Portugal seguiam a descer mais de 2%, reagindo à notícia do «Diário Económico» de que a empresa está a preparar um aumento de capital para comprar as acções que ainda não controla na Hidrocantábrico. A eléctrica já negou esta informação.
O «Diário Económico» noticiou hoje que o Governo está a preparar-se para reduzir a sua posição na EDP através de um aumento de capital por incorporação das posições accionistas que a empresa ainda não detém na Hidrocantábrico.
Contactada pelo Jornal de Negócios Online fonte oficial da EDP desmentiu esta notícia, afirmando que a EDP está a preparar um comunicado ao mercado a negar a notícia. Em declarações ao «Diário Económico», fonte oficial do Ministério da Economia diz que não há ainda nenhum modelo definido para a privatização da EDP e «tudo o que se diga é pura especulação».
Contudo, no mercado de capitais as acções da EDP mantinham uma tendência negativa, depreciando 2,2% para os 2,22 euros.
A EDP tem sempre negado as várias notícias que dão conta do reforço da posição na Hidrocantábrico, apesar de o presidente da eléctrica, João Tanone, ter defendido este cenário, quando desenho a reestruturação do sector energético português. Os 60% que a EDP ainda não detém na operadora espanhola estão avaliados em perto de 1,2 mil milhões de euros, valor que servirá de referência para o aumento de capital, refere a notícia do «Diário Económico».
Os analistas classificam este cenário da aquisição do restante capital da Cantábrico como positivo, pois «a EDP não enfrenta um pagamento em dinheiro para controlar a Hidrocantábrico», referem os analistas do BPI.
A Cajastur e a Caser possuem, em conjunto, 25% do capital da empresa espanhola, enquanto que a EnBW, participada da francesa EdF, controla 35%, com a EDP a dominar os restantes 40%. Caso trocassem a posição na empresa espanhola por uma posição na EDP, a EdF ficaria com 9% da eléctrica portuguesa, enquanto a Cajastur e a Caser teriam 6%.
Caso esta operação se concretizasse a dívida da EDP subiria em 1,2 mil milhões de euros e Estado reduziria a posição na empresa portuguesa para 25%, vendendo os restantes 15% (o Estado quer ficar com 10% do capital da EDP) através de uma nova fase de privatização, refere ainda o BPI.
A Espírito Santo Research tem um preço alvo de 2,8 euros para a EDP e diz que esta avaliação já incorpora o valor destruído (5 cêntimos) com a aquisição da EnBW na Hidrocantábrico.
«Acrescentando a aquisição da Cajastur e da Caser o valor destruído sobe para 9 cêntimos por acção», refere a ESR. A ESR, bem como o BPI, dizem que esta operação faz sentido.
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