Blair reconhece que coligação não deverá encontrar armas proibidas no Iraque
Os EUA e a Reino Unido podem não descobrir armamento proibido no Iraque reconheceu hoje o primeiro-ministro inglês, Tony Blair. A suposta existência de armas de destruição maciça (ADM) foi a principal justificação para a invasão daquele país pelas forças aliadas, em meados de Março de 2003, e pela guerra que a sucedeu.
Em discurso de duas horas e meia, Tony Blair testemunhou diante um comité de legisladores em Londres e admitiu que os Serviços Secretos julgaram mal a postura ameaçadora do Iraque. «Estava muito, muito seguro que as encontraríamos», referindo-se às armas de destruição maciça. «Tenho de aceitar que não as encontrámos e que poderemos não encontrá-las», reconheceu o primeiro-ministro Trabalhista.
Segundo uma sondagem da empresa Populus para o jornal «Times», o apoio dos eleitores ingleses à guerra no Iraque desceu de 60% em Abril de 2003, no início da acção militar naquele país, para 40% em Julho corrente. O Partido Trabalhista teve 42% de votos nas últimas eleições legislativas, realizadas em 2001. Actualmente as intenções de voto no partido do poder ascendem a 33%. As próximas eleições deverão ocorrer a meio de 2006.
«A realidade é que fomos para a guerra pelas razões erradas» disse Edward Leigh, um membro do comité Conservador, numa entrevista à televisão BBC.
O «New York Times» noticia hoje, por seu lado, que a CIA não transmitiu informações à Administração norte-americana que indiciavam que não havia armamento proibido no Iraque.
Blair reconhece que coligação não deverá encontrar armas proibidas no Iraque
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06-07-2004 09:51
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