O primeiro inflação, às 13:30, no qual é esperado uma subida de 0,2% tanto no índice geral como excluindo a comida e energia. O segundo às 14:15, da produção industrial e capacidade de utilização, do qual é esperado um crescimento de 0,5% no primeiro e uma taxa de 77,5% no segundo.
A inflação é um preocupação para os investidores, por duas razões. Os preços já subiram a uma taxa anual de 4,9% nos primeiros seis meses do ano, uma forte aceleração face aos 1,9% em todo o ano de 2003, devido essencialmente à subida do indice de energia a uma taxa anual de 36%, e, o preço do petróleo continua a bater recordes.
A própria taxa de inflação que exclui os preços da energia e comida foi de 2,6% no primeiro semestre, que compara com 1,1% em todo o ano 2003.
Mas apesar deste movimento de subida dos preços, as taxas de juro ainda estão em 1,5%, o que faz com que a política monetária se possa considerar muito expansiva. O Fed defende-se mudando a sua atenção da evolução dos preços para o índice subjacente de preços do PCE (personal consumer expenditures), que exclui os preços da energia e comida, afirmando que a subida dos preços em geral deve-se a factores transitórios. Este índice subiu até agora apenas 1,7% este ano, o que adicionado a relatórios económicos que deixaram alguma preocupação de força na economia, deixa espaço para que as taxas de juro subam a um ritmo muito moderado, provavelmente 2% até ao final do ano.
O que se põe em questão é se o Fed não estará a ser demasiado permissivo e um cenário tipo anos 70 volte novamente, com os preços a subirem a um ritmo muito elevado e a economia em recessão.
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