preocupação dos investidores com o facto da capacidade de produção da matéria-prima ser insuficiente face ao crescimento da procura a nível global. Os analistas acreditam que as reservas dos EUA caíram na semana passada.
O petróleo valorizava em Nova Iorque e em Londres num contexto de preocupação dos investidores com o facto da capacidade de produção da matéria-prima ser insuficiente face ao crescimento da procura a nível global. Os analistas acreditam que as reservas dos EUA caíram na semana passada.
O contrato do crude [Cot] com entrega em Setembro subia 1,02% para os 46,52 dólares (37,6 euros), na New York Mercantile Exchange (Nymex), enquanto o futuro do «brent» [Cot] com entrega no mesmo mês valorizava 0,68% para os 42,98 dólares (34,8 euros) na International Petroleum Exchange (IPE) em Londres.
O consumo de petróleo vai ascender ao valor recorde de 82,2 milhões de barris por dia este ano, revelou no início do mês a Agência Internacional de Energia.
Os preços do petróleo valorizaram 44% em Nova Iorque este ano perante preocupações de que a procura não vai ser satisfeita devido à interrupção de fornecimentos na Arábia Saudita, Rússia, Iraque e outros países exportadores.
O crude atingiu ontem o valor máximo nos 46,91 dólares (37,9 euros). O aumento da procura deixou a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) com uma capacidade de produção de petróleo de 500 mil barris por dia, disse a Agência Internacional de Energia.
Analistas esperam descida dos inventários de petróleo nos EUA
Segundo os analistas consultados pela Bloomberg os inventários de petróleo caíram provavelmente na semana passada, uma vez que o furacão «Bonnie» no Golfo do México paralisou a produção de algumas plataformas e algumas empresas tiveram que evacuar trabalhadores.
Os fornecimentos caíram provavelmente em dois milhões de barris na semana passada, contra 294,3 milhões, segundo a mesma fonte. Nove dos 13 analistas consultados esperam um declínio e quatro, uma subida.
O furacão «Bonnie» obrigou pelo menos duas petrolíferas a parar os trabalhos e a retirar das plataformas todo o pessoal considerado não essencial. A Shell anunciou que travou a produção de 49 mil barris de petróleo por dia e a Apache revelou ter também cortado o fornecimento.
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