O crude alcançou novo máximo de 48,20 dólares, com o aumento da preocupação sobre o fornecimento de petróleo por parte do Iraque. O relatório sobre as reservas norte-americanas divulgado ontem também fez com que o preço do crude disparasse.
O crude alcançou novo máximo de 48,20 dólares, com o aumento da preocupação sobre o fornecimento de petróleo por parte do Iraque. O relatório sobre as reservas norte-americanas divulgado ontem também fez com que o preço do crude disparasse.
O contrato de crude [Cot] avançava 1,44% para 47,95 dólares (38,78 dólares), recuando do valor máximo de 48,20 dólares (38,99 euros)já estabelecido durante a tarde, em Nova Iorque. O «brent» [Cot] valorizava 1,32% para 43,60 dólares ( 35,27 euros), em Londres.
As ofensivas dos soldados shiitas estão a aumentar, pondo em causa se o Iraque conseguirá manter as exportações para os Estados Unidos da América. O governo iraquiano e as forças norte-americanas anunciaram que os shiitas teriam de entregar as armas ou enfrentar uma ofensiva militar, avançou a agência France-Presse.
O Departamento de Energia dos Estados Unidos apresentou ontem o relatório das reservas de petróleo da semana terminada a 13 de Agosto e verificou uma queda de 1,3 milhões de barris para 293 milhões, adiantando que o fornecimento da matéria-prima não está a responder à procura.
O furacão «Bonnie» obrigou as plataformas do Golfo do México a fecharem na semana passada, o que correspondeu a um fornecimento menor do que era esperado.
O referendo ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e a instabilidade da petrolífera russa, a Yukos, também têm originado preocupações por parte dos investidores e impulsionado o preço do petróleo.
A Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), responsável pelo fornecimento de um terço do mundo, reviu em alta ontem as previsões da procura do petróleo para o quarto trimestre e disse que os países membros estão a produzir perto dos seus limites.
A OPEP vai decidir sobre eventuais alterações ao seu preço-alvo para o barril de crude na reunião de Setembro, garantiu o líder do cartel, Purnomo Yusgiantoro. Para já, assegura, «não há propostas». Actualmente o intervalo de preços do barril de crude da OPEP está nos 22 a 28 dólares, servindo estes valores como indicadores para a produção manter os preços neste nível.
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