Economia portuguesa cresce 1,2% no segundo trimestre
O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,2% no segundo trimestre em relação aos primeiros três meses do ano, acelerando assim fortemente, já que a economia nacional tinha crescido 0,9% no início do ano, de acordo com as Contas Trimestrais divulgadas hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,2% no segundo trimestre em relação aos primeiros três meses do ano, acelerando assim fortemente, já que a economia nacional tinha crescido 0,9% no início do ano, de acordo com as Contas Trimestrais divulgadas hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Em termos homólogos, o PIB subiu 1,5%, o que se ficou a dever à expansão do consumo privado, influenciado pela realização do Campeonato Europeu de Futebol, a compra de automóveis de gama elevada e as despesas de investimento em máquinas e equipamentos (excluindo o material de transporte).
A procura interna deu um contributo positivo de 2,7 pontos percentuais para a variação do PIB (1,2 pontos no primeiro trimestre), ao passo que a procura externa líquida – exportações menos importações – deu um contributo negativo de 1,3 pontos, agravando assim a sua contribuição para a variação do PIB.
As previsões do Banco de Portugal apontam para um crescimento de 1,25% no PIB este ano e Governo estima uma expansão de 1%. Segundo o INE, nos primeiros seis meses do ano o PIB cresceu 0,9%.
Consumo privado acelera 2,8%
Segundo dados do INE, a procura interna registou uma taxa de variação homóloga de 2,7%, o que compara com um crescimento de 1,2% nos primeiros três meses do ano. O consumo privado aumentou 2,8%, enquanto no trimestre anterior a taxa de variação homóloga tinha sido de 1,6%. No caso do investimento, a subida foi de 3,9% no período em análise, o que compara com um crescimento de 1% no início do ano. As despesas do Estado subiram 0,6%, depois de uma estagnação no primeiro trimestre do ano.
Do lado da procura externa, as exportações de bens e serviços cresceram 8,1%, acelerando fortemente face ao primeiro trimestre do ano (4,7%). O aumento do consumo privado impulsionou as importações, que registaram uma taxa variação homóloga de 9,8% (6% nos primeiros três meses do ano).
Sobre as variações homólogas apresentadas, o INE sublinha que o segundo trimestre de 2003 "foi particularmente adverso, o que originou um efeito de base que afectou positivamente as taxas de variação homólogas de algumas variáveis".
As necessidades de financiamento da economia agravaram-se, passando de -5,1% do PIB no primeiro trimestre para 5,4% no período em análise.
Economia portuguesa cresce 1,2% no segundo trimestre
notíCIas_pt
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08-09-2004 09:25
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