Cofina adquire mais 11,79% dos direitos de voto da Celulose do Caima
O grupo Cofina reforçou a sua participação na Celulose do Caima, com mais 10,61% do capital social equivalente a 11,79% dos direitos de voto, passado agora a deter 97,22% daquela companhia. No próximo dia 19 de Outubro os accionistas da Celulose do Caima decidem a sua saída de bolsa.
O grupo Cofina reforçou a sua participação na Celulose do Caima, com mais 10,61% do capital social equivalente a 11,79% dos direitos de voto, passado agora a deter 97,22% daquela companhia. No próximo dia 19 de Outubro os accionistas da Celulose do Caima decidem a sua saída de bolsa, operação para a qual a Cofina, que a controla, tem de ter mais de 90% do seu capital.
Em comunicado ao mercado, a administração da Celulose do Caima adianta que a Cofina adquiriu «a diversos accionistas desta sociedade», no passado dia 13 de Abril, «por compra e venda fora de bolsa, 2.295.990 acções representativas de 10,61% do capital social» da companhia. A tal participação social correspondem 11,79% dos direitos de voto, tendo em conta que a Celulose do Caima «detinha, àquela data, 2.161.990 acções próprias».
A Cofina – proprietária do Jornal de Negócios – passou assim a deter 97,22% dos direitos de voto da Caima. Deste total, 16.733.184 acções, equivalentes a 77,34% do capital social e a 85,93% dos direitos de voto, «detidas directamente» pela Cofina; e 2.200.000 acções, correspondentes a 10,17% do capital e 11,30% dos direitos de voto, «detidas pelo Banco de Investimento Global», mas imputadas à Cofina, garante a mesma informação.
No passado dia 10 de Setembro, a Celulose do Caima convocou uma assembleia-geral de accionistas com vista a perder a qualidade de sociedade aberta, ou seja, deixar de estar cotada na Euronext Lisbon.
O primeiro ponto da convocatória da Assembleia Geral de accionistas, que vai decorrer a 19 de Outubro, visa «deliberar, nos termos da alínea b) do número 1 do Artigo 27º do Código dos Valores Mobiliários, sobre uma proposta de perda de qualidade de sociedade aberta».
O referido artigo diz que uma empresa cotada em bolsa pode perder essa qualidade quando «a perda da referida qualidade seja deliberada em assembleia-geral da sociedade por uma maioria não inferior a 90% do capital social e em assembleias dos titulares de acções especiais e de outros valores mobiliários que confiram direito à subscrição ou aquisição de acções por maioria não inferior a 90% dos valores mobiliários em causa».
As acções da Celulose do Caima [cai] seguiam a apreciar 3,20%, para 5,16 euros, enquanto as da Cofina [Cot] seguiam a valorizar 1,29%, para 3,13 euros.
Cofina adquire mais 11,79% dos direitos de voto da Celulose do Caima
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14-09-2004 09:39
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