Acções da Compta caem quase 4% com falha na colocação de professores
As acções da Compta atingiram hoje uma desvalorização de quase 4%, depois do sistema informático que a empresa desenvolveu para a colocação de professores ter falhado e o Ministério da Educação ter optado pela colocação manual dos professores.
As acções da Compta atingiram hoje uma desvalorização de quase 4%, depois do sistema informático que a empresa desenvolveu para a colocação de professores ter falhado e o Ministério da Educação ter optado pela colocação manual dos professores.
Depois de falhas e adiamentos sucessivos do sistema informático, a ministra da Educação Maria do Carmo Seabra garantiu ontem que as listas de colocação dos professores serão divulgadas até 30 de Setembro, e adiantou que o método utilizado será a colocação manual de docentes.
O Ministério da Educação entendeu que, face aos sucessivos problemas detectados no sistema, «o programa informático já não está em condições de garantir datas», pelo que se optou pela colocação manual dos 50.000 professores que concorreram a esta fase do concurso.
Questionada sobre a hipótese de processar a empresa informática Compta [Cot], Maria do Carmo Seabra afirmou que o apuramento de responsabilidades ficará para mais tarde e considerou que essas «são questões completamente inoportunas».
Foram já vários os responsáveis e entidades a pedirem ao Governo que processe a Compta, exigindo à empresa uma indemnização pelos danos causados.
Segundo noticiou hoje o Jornal de Negócios, citando fontes ligadas ao sector das tecnologias de informação, a responsabilidade da falha ocorrida na publicação das listagens do concurso dos professores deverá ser partilhada pelo fornecedor, a Compta, e pelo cliente, o Ministério da Educação.
O Ministério da Educação, no final do ano passado, quando era ministro da tutela David Justimo, lançou um concurso público, visando a implementação de uma plataforma integrada que agregasse formulários electrónicos e da gestão documental, em paralelo com um sistema de "workflow" integrado. A tutela tencionava assim modernizar o processo de publicação de listagens que até à data era desenvolvido pelo próprio ministério. Este é um "projecto, teoricamente, comum" explicou fonte do sector, referindo que qualquer das empresas a concurso teria capacidade para ganhar.
Estiveram 16 empresas a concurso: Novabase, GlobalN, Methodus, Datinfor, Bull, ParaRede em consórcio com a Siemens, Documática, Microfil, WeDo Consulting, Hiperbit, Compta e Ambisig. De fora, afastadas por questões técnicas, ficaram a TecniData, Deloitte e Oni Telecom.
As acções da Compta seguiam a desvalorizar 3,92% para os 1,47 euros e acumulam uma queda de 10,91% este ano.
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