Empresas de telecomunicações cortam mais de 2 mil postos de trabalho em Portugal
As empresas que estão presentes no mercado de telecomunicações em Portugal cortarem mais de dois mil postos de trabalho e realizaram investimentos conjuntos de 758 milhões de euros em 2003, valor que representa uma queda de 32,7% face ao ano anterior. As receitas cresceram 2,5%.
As empresas que estão presentes no mercado de telecomunicações em Portugal cortarem mais de dois mil postos de trabalho e realizaram investimentos conjuntos de 758 milhões de euros em 2003, valor que representa uma queda de 32,7% face ao ano anterior. As receitas cresceram 2,5%.
Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), do total do investimento realizado, 531 milhões de euros foi aplicado em «Equipamentos e infra-estruturas», o que corresponde a uma queda de 40% em termos homólogos. Deste valor 43,8% foi direccionado para a rede móvel e 40,3% para a rede fixa.
As receitas provenientes do mercado de telecomunicações em 2003 foram de 6,367 mil milhões de euros, representando um aumento de 2,5% face a 2002. O «serviço telefónico» teve um peso relativo de 30,2% do total do investimento, com uma redução de 0,4% face ao período homólogo.
As receitas que mais cresceram foram as do «Fornecimento de Internet» que passaram de 3,7% em 2002 para 5,1% em 2003 e as das «Comunicações internacionais» que avançaram para 3,8%, o que compara com 1,8% em 2002, de acordo com o INE.
Emprego cai 12,3 % em 2003
O emprego no mercado de telecomunicações caiu 12,3% para 15.221 pessoas em 2003 e o número de horas trabalhadas também registou um recuo de 18,3%. Assim, em 2002, existiam 17.356 trabalhadores no sector das telecomunicações, o que representa um corte de mais de 2 mil postos de trabalho no ano passado.
O fecho da OniWay (extinto quarto operador móvel) e as dificuldades que assolaram o sector no ano passado explicam o corte de empregos realizado pelas empresas.
99,5% das pessoas que estavam ao serviço das empresas de telecomunicações em 2003 trabalhavam a tempo completo face a 99,6% que se encontrava nas mesmas condições em 2002.
Do total de trabalhadores 50% era «pessoal técnico» e 23% era «pessoal administrativo», área que registou uma queda de 22,9% face a 2002.
O relatório do INE revela que 10.888 pessoas ao serviço no mercado de telecomunicações tinham como nível de instrução o ensino secundário ou o ensino superior, o que corresponde a 71,6% do total. Em 2002 a percentagem deste tipo de trabalhadores era de 66,4%.
As chamadas efectuadas de rede móvel para rede móvel correspondem a 44,5% do total do tráfego de origem nacional, seguidas das chamadas de rede fixa para rede fixa com um peso de 34,8% no tráfego.
As mensagens curtas de texto registaram um crescimento de 4,4% com um peso de 10,4% do tráfego total. O tráfego internacional caiu 4,5% face a 2002.
Empresas de telecomunicações cortam mais de 2 mil postos de trabalho em Portugal
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29-09-2004 06:01
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