Petróleo segue a cair com redução das expectativas de valorização
O petróleo seguia a cair, reflectindo uma redução do número de analistas, relativamente à semana anterior, que prevêem que a matéria-prima suba novamente nos próximos sete dias depois do crude ter atingido o valor recorde nos 50,47 dólares na terça-feira.
O petróleo seguia a cair, reflectindo uma redução do número de analistas, relativamente à semana anterior, que prevêem que a matéria-prima suba novamente nos próximos sete dias depois do crude ter atingido o valor recorde nos 50,47 dólares na terça-feira.
O contrato do crude [Cot], negociado em Nova Iorque, deslizava 0,42% para os 49,43 dólares (39,80 euros), enquanto o futuro do «brent» [Cot], negociado em Londres, desvalorizava 0,30% para os 46,24 dólares (37,23 euros).
Segundo um inquérito efectuado pela agência noticiosa Bloomberg a analistas, 16 dos 37 inquiridos, ou 43%, prevêem que o petróleo suba na próxima semana, 14 que desça e sete não têm opinião. Há uma semana, 59% dos inquiridos achavam que a matéria-prima iria ganhar novamente.
Os valores recorde do petróleo estão a levar empresas, nomeadamente a BP, a reparar torres de perfuração e equipamentos no Golfo do México, afectados pelo furacão «Ivan» no mês passado, ajudando, assim, a restaurar os fornecimentos. Um ganho inesperado nos inventários dos Estados Unidos da América na semana passada também ajudou a baixar as expectativas e que os preços subam.
O Departamento de Energia norte-americano divulgou quarta-feira o relatório das reservas que indicam que os «stocks» de crude cresceram em 3,4 milhões de barris na semana passada. Estes números contrariam a expectativa dos analistas, que aguardavam uma redução na ordem dos três milhões de barris.
O petróleo, depois de ter estado ontem a desvalorizar pelo segundo dia consecutivo, depois do Departamento de Energia dos EUA ter anunciado na quarta-feira que as reservas de petróleo subiram na semana findada a 24 de Setembro, chegou ainda a subir com as plataformas do Golfo do México a produzirem abaixo do normal depois do furacão «Ivan» ter obrigado ao fecho das mesmas.
As tempestades ocorridas em território norte-americano obrigaram ao fecho das plataformas do Golfo do México, o que provocou um atraso na produção. Nesta altura estão a ser produzidos menos 500 mil barris do que o normal.
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