O lucro líquido consolidado do BPI, no primeiro semestre de
2004, ascendeu a 86.7 milhões de euros, o que corresponde a
um crescimento de 7.7%, relativamente ao semestre homólogo
de 2003. No mesmo período a rendibilidade dos capitais
próprios (ROE) situou-se em 14.0%.
A carteira de crédito registou um crescimento moderado, de
7.4% em termos homólogos, destacando-se todavia o crédito
hipotecário como componente mais dinâmica, que cresceu
16.0% em termos homólogos. Os recursos totais de clientes
aumentaram 6.9%, tendo os recursos fora de balanço registado
uma expansão de 19.7%, em termos homólogos, reflectindo a
promoção da oferta de fundos de investimento e produtos de
poupança de longo prazo. A BPI Fundos atingia, no final de
Junho de 2004, uma quota de mercado de 18%, em termos de
volume de fundos mobiliários geridos, e a BPI Vida alcançou uma
quota de mercado de 23.7% na venda de seguros de
capitalização no primeiro semestre de 2004.
O produto bancário consolidado cresceu 4.3% (+16.8 milhões de
euros) relativamente ao primeiro semestre de 2003, sendo que a
margem financeira cresceu 4.9% (+11.6 milhões de euros) e as
comissões e outros proveitos líquidos cresceram 8.0% (+9.2
milhões de euros).
Os custos com pessoal foram reduzidos em 1.9%, o que traduz a
execução do programa de racionalização e rejuvenescimento do
quadro de Colaboradores afecto à actividade doméstica. Todavia
o total dos custos de estrutura regista um aumento de 3.0% face
ao semestre homólogo, enquanto as provisões líquidas de
reposições foram 3.8% inferiores relativamente ao período
homólogo de 2003.
Foi possível melhorar o cost-to-income de 55.7%, no primeiro
semestre de 2003, para 54.8% no primeiro semestre de 2004 e
aumentar o resultado da actividade corrente em 10.8%para
115.5 milhões de euros. Se ao resultado corrente se adicionar o
resultado de subsidiárias consolidadas por equivalência
patrimonial, que mede a capacidade de geração de resultados
numa base sustentável, este cresce 13.9%, em termos
homólogos, para 129.9 milhões de euros.
Em paralelo, o BPI manteve em níveis adequados os indicadores
de solidez financeira. No final de Junho de 2004, o rácio de
crédito vencido com mais de 90 dias era de 1.2% e o nível de
provisões existentes assegurava uma cobertura de 159%; o
património dos fundos de pensões assegurava a cobertura
integral (102%) das responsabilidades com pensões,
reconhecidas no balanço e o rácio de adequação de fundos
próprios, calculado de acordo com as normas do Banco de
Portugal, ascendia a 10.4% e o rácio Tier I, a 6.9%; rácio total
de 11.6%, e Tier I, de 7.0%, de acordo com as normas do Bank
of International Settlements (BIS).
Importa por último dar conta do reconhecimento público do
modo como o Banco comunica ao mercado a sua actividade e a
forma como é governado e controlado.
No âmbito da edição de 2004 dos “Investor Relations Awards”,
evento promovido pela Deloitte, em parceria com o Semanário
Económico e o Diário Económico, e que abrange todas as
sociedades cotadas na Euronext Lisboa, o BPI ganhou 6 dos 9
prémios em disputa.
Pelo quarto ano consecutivo, e pela nona vez em dezassete
edições, o BPI obteve o prémio de melhor «Relatório e Contas do
sector financeiro». O Banco ganhou, igualmente, o prémio de
«Melhor informação sobre Corporate Governance» repetindo a
distinção obtida em 2003 e 2002 (ano de criação desta
categoria) e o prémio para "Melhor utilização de Tecnologia em
Investor Relations".
O BPI conquistou, ainda, os prémios de «Melhor Instituição
Financeira de Research», "Melhor Analista Financeiro", e o
prémio "Melhor Emissão em Portugal" pela sua emissão de 250
milhões de euros de acções preferenciais.
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de qualquer tipo de transacção ou investimento.