A venda do ramo não-vida da Seguros e Pensões (SeP) pode ser positivo para o Banco Comercial Português (BCP) a curto-prazo, dependendo das condições de alienação, mas provavelmente afectará os seus Earnings per Share (EPS), refere o BPI.
A «venda do ramo não-vida da SeP», líder dos seguros em Portugal, «ao grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD) deverá estar concluído antes do final do mês».
No Iberian Daily, a analista Graça Moura refere que esta notícia deverá ter impacto «neutral para positivo, já que tem sido um rumor à longo tempo e é necessário confirmar a sua veracidade», lembrando que o BCP «diversas vezes declarou que gostaria de materializar a operação antes do Investor Day».
Recorda, «quanto ao potencial comprador, que parece não haver confirmação que a CGD seja a única entidade a concorrer ao negócio de seguros».
«Em qualquer caso (...) caso a venda do negócio de não-vida se materializasse, dependendo das condições económicas implícitas, no curto-prazo poderia ser positivo para o BCP, jám que poderia levar a algum 're-rating' da acção já que finalmente o BCP atingiria o seu objectivo», afirma Graça Moura.
«Contudo, os EPS deveria provavelmente sifrer, em nossa opinião», afirma a analista, referindo que o preço implícito em qualquer potencial transacção vai depender fortemente da existência ou não de um acordo de distribuição com o comprador.
Esta será uma questão que o BPI vai monitorizar de perto.
Negociaram-se 345 378 acções do BCP a descerem 1,02% para os 1,94 euros.
O Clubeinvest.com informa que nenhuma da informação
aqui facultada deverá ser entendida como conselho ou recomendação
de qualquer tipo de transacção ou investimento.