Accionistas aprovam saída de bolsa da Celulose do Caima
Os accionistas da Celulose do Caima aprovaram hoje, em assembleia-geral, a perda de qualidade de sociedade aberta, ou seja a saída da bolsa nacional da referida empresa, revelou hoje a participada da Cofina em comunicado à CMVM.
Os accionistas da Celulose do Caima aprovaram hoje, em assembleia-geral, a perda de qualidade de sociedade aberta, ou seja a saída da bolsa nacional da referida empresa, revelou hoje a participada da Cofina em comunicado à CMVM.
Segundo a mesma fonte, no âmbito da assembleia-geral «na qual esteve presente e devidamente representado um accionista detentor de 18.933.571 acções, representativas de 87,51% do capital social», a que correspondem 97,23% dos direitos de voto, «foi aprovada a perda de qualidade de sociedade aberta da Celulose do Caima, com o voto favorável de 87,51% do capital social, a que correspondem 97,23% dos direitos de voto».
Neste contexto, a empresa aprovou que «o accionista indicado para adquirir as acções aos accionistas que não votem favoravelmente a proposta de perda de qualidade de sociedade aberta da Celulose do Caima é a Cofina, o qual se obriga a adquirir as mencionadas acções no prazo de três meses após o deferimento pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários do correspondente requerimento.
Ou seja, a contrapartida da aquisição das mencionadas acções a pagar pela Cofina é de 6,40 por cada acção «tendo sido fixada de acordo com os critérios estabelecidos no artigo 188º do Código dos Valores Mobiliários, aplicável por remissão do número 4 do artigo 27º do mesmo Código».
Em Setembro, a empresa presidida por Paulo Fernandes anunciou, em comunicado enviado à CMVM, a convocação de uma assembleia-geral (AG) de accionistas com vista a perder a qualidade de sociedade aberta, ou seja, deixar de estar cotada na Euronext Lisbon.
A reduzida dispersão e a baixa liquidez pesaram na decisão de retirar a empresa de bolsa. A Cofina é dona desta publicação e do Jornal de Negócios.
Com base nos valores dos últimos seis meses, a Caima é a empresa do Mercado de Cotações Oficiais (MCO) com menos acções negociadas, mas em valor consegue superar a Fisipe que faz uma média diária de 497 euros.
Accionistas aprovam saída de bolsa da Celulose do Caima
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19-10-2004 09:27
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