Compta defende que prazos do ministério da Educação eram «impossíveis de cumprir»
A Compta, empresa de tecnologias, defendeu hoje que os prazos estabelecidos pelo Ministério da Educação para publicação das listas de professores tornaram-se «impossíveis de cumprir».
A Compta, empresa de tecnologias que em Setembro de 2003 ganhou, por concurso público, o projecto de tratamento das listas de colocação de professores para o ano lectivo de 2004/2005, defendeu hoje em comunicado que os prazos estabelecidos pelo Ministério da Educação, devido a várias alterações, tornaram-se «impossíveis de cumprir».
Em comunicado, a empresa portuguesa defendeu hoje acreditar que os inquéritos anunciados para apurar as responsabilidades dos erros das listas de colocação dos professores portugueses, que levaram ao adiamento da abertura do ano lectivo no país, «confirmarão a qualidade do trabalho por si desenvolvido e profissionalismo nele empregue».
A informação cedida pela Compta avança que nos meses que se seguiram à adjudicação da preparação das listas e ao longo de todo o processo, a tecnológica «foi confrontada múltiplas vezes com alterações das normas, da sua interpretação e critérios aplicáveis, por parte, nomeadamente, da Direcção Geral dos Recursos Humanos da Educação». Neste sentido, a companhia defende que «os prazos estabelecidos tornaram-se por isso impossíveis de cumprir».
Defendendo que o facto de terem sido retiradas as listas de colocação de professores, a 20 de Setembro último, se deve à detecção de «incorrecções cuja origem é exterior à Compta», a administração da empresa sublinha que «o resultado final do trabalho desenvolvido» por ela própria – que «o ministério da educação entendeu não considerar» – foi entregue «na mesma data da publicação das listas que vieram a ser utilizadas».
A administração da companhia conclui ainda que as listas apresentadas pela Compta «foram sujeitas a rigorosos testes de verificação de conformidade, não tendo os mesmo detectado anomalias estruturais», pelo que estas merecem a sua «confiança», defendem.
As acções da Compta [Cot] encerraram a 30 de Setembro passado, último dia em que negociaram, a recuar 0,66%, para 1,50 euros.
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