Norueguês e norte-americano partilham Nobel da Economia (act)
O norueguês Finn E. Kydland e o norte-americano Edward C. Prescott ganharam o prémio Nobel da Economia deste ano. Os galardoados foram distinguidos pelos estudos que efectuaram na análise da política económica e dos ciclos empresariais
O norueguês Finn E. Kydland e o norte-americano Edward C. Prescott ganharam o prémio Nobel da Economia deste ano. Os galardoados foram distinguidos pelos estudos que efectuaram na análise da política económica e dos ciclos empresariais
O prémio foi atribuído a Kydland e Prescott pelo seu contributo na dinâmica macro-económica, que estuda a «consistência temporal nas políticas económicas e os ciclos empresariais», explica a Real Academia sueca das Ciências.
«As forças motoras que explicam as flutuações dos ciclos empresariais e o desenho das politicas económicas são áreas chave nos estudos da macro-economia. Kydland e Prescott deram contributos fundamentais para estas áreas de grande significado, não apenas nas análises macro-económicas, mas também na prática de políticas fiscais e monetárias em muitos países», refere a mesma fonte.
Acerca da consistência temporal das políticas económicas a Real Academia sueca das Ciências afirma que os dois galardoados alteraram a usual discussão isolada das políticas económicas, numa mudança que originou reformas na política monetária dos bancos centrais em muitos países ao longo da última década.
«Os estudos dos laureados também transformou a teoria dos ciclos empresariais, integrando-a na teoria do crescimento económico», refere a mesma fonte. Quando antes se enfatizava os choques macro-económicos pelo lado da procura, Kydland e Prescott demonstraram que os choques provenientes do lado oferta tinham efeitos mais abrangentes.
Esta teoria, exemplificada nos choques petrolíferos, é hoje utilizada nos modelos macroeconómicos mais modernos.
Kydland, de 60 anos, é professor nas universidades da Califórnia e Carnegie Mellon, ambas dos Estados Unidos, enquanto Prescott, nascido em 1940, lecciona na Universidade do Arizona e é economista da Reserva Federal de Minneapolis. Os dois laureados vão dividir o prémio de 10 milhões de coroas suecas (1,1 milhões de euros).
O último prémio Nobel da Economia foi atribuído em 2003 a Robert F.Engle e Clive W. J. Granger, devido às análises realizadas na área da estatística, ao nível de estudos de séries temporais.
Norueguês e norte-americano partilham Nobel da Economia
notíCIas_pt
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11-10-2004 09:29
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