Cofina ultrapassa acções da Teixeira Duarte e Sonaecom no PSI-20
Os títulos da Cofina voltavam hoje a valorizar mais 3,46%, aproximando o valor da empresa dos 200 milhões de euros. Com este desempenho, a dona do «Correio da Manhã» e do «Record» consegue ultrapassar a Teixeira Duarte e a Sonaecom em termos de importância no PSI-20.
Os títulos da Cofina voltavam hoje a valorizar mais 3,46%, aproximando o valor da empresa dos 200 milhões de euros. Com este desempenho, a dona do «Correio da Manhã» e do «Record» consegue ultrapassar a Teixeira Duarte e a Sonaecom em termos de importância no PSI-20.
A Cofina [Cot] voltava hoje somar mais 3,46% a marcar 3,89 euros, com 97 mil títulos a mudarem de careiras.
A principal razão aventada pelos analistas para justificar a recente subida continua a ser a possibilidade da empresa separar as duas principais áreas de negócios – «media» e indústria – uma operação que abriria portas a uma maior visibilidade e menor desconto da «holding» face ao valor líquido dos activos.
A empresa definiu, a 28 de Setembro, um prazo de 30 dias para tomar uma decisão sobre o «spin-off». Desde essa data, a Cofina amealhou um ganho de 23,1%, elevando para 55,6% a valorização em 2004. Os analistas costumam aplicar um desconto de 30% à avaliação das acções da «holding».
Quando a empresa liderada por Paulo Fernandes aflorou a hipótese de um «spin off», a Cofina era a 17ª empresa com maior peso no PSI-20 (0,525%), o principal índice accionista da Euronext Lisbon.
Com a subida das últimas sessões, a Cofina consegue aumentar a ponderação no índice accionista para 0,634%, elevando-se para a 15º lugar no «ranking» do PSI-20, ultrapassando desta forma a Sonaecom [Cot] e a Teixeira Duarte [Cot].
A ponderação da empresa liderada por Paulo Ramos no índice é de 0,597%, enquanto a construtora liderada por Pedro Teixeira Duarte apresenta um peso de 0,609%.
Para calcular a importância de uma emissão no índice, a Euronext tem um conta o nível de «free float» e a dimensão da capitalização bolsista, que no caso da Cofina já é 199,49 milhões de euros.
Num estudo publicado esta semana, o Santander avaliava a área dos «media» da Cofina em 205 milhões de euros, sugerindo um valor de 65 milhões de euros para o segmento industrial do grupo.
Do ponto de vista técnico, Filipe Garcia da IMF - Informação de Mercados Financeiros disse ontem ao Jornal de Negócios que considera os 4 euros como a próxima resistência «tecnicamente relevante». Passando este nível, a empresa abre portas aos 4,15, 4,50 ou mesmo aos 4,75 euros.
Em termos de suporte, a interpretação dos gráficos sugere os 3,60 euros como «um nível para quem quiser sair ao primeiro sinal negativo». A IMF sugere ainda suportes nos 3,47, 3,35 e 3,25 euros, «sendo muito negativo se quebrar este último nível».
A Cofina é dona do Jornal de Negócios e do Jornal de Negócios Online.
Cofina ultrapassa acções da Teixeira Duarte e Sonaecom no PSI-20
notíCIas_pt
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13-10-2004 05:34
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