Impresa obtém lucros de 2,26 milhões entre Janeiro e Setembro
A Impresa anunciou hoje que obteve um resultado líquido de 2,26 milhões de euros entre Janeiro e Setembro deste ano, um valor que compara com prejuízos de 10,3 milhões de euros no período homólogo e que situou em linha com as previsões dos analistas.
A Impresa anunciou hoje que obteve um resultado líquido de 2,26 milhões de euros entre Janeiro e Setembro deste ano, um valor que compara com prejuízos de 10,3 milhões de euros no período homólogo e que situou em linha com as previsões dos analistas.
No terceiro trimestre os resultados líquidos foram negativos em 766 mil euros, contra o prejuízo pró-forma de 3,6 milhões de euros no período homólogo. A Impresa [Cot] apresentou os resultados de 2003 em termos pró-forma, pois o perímetro de consolidação foi alterado, devido ao reforço da posição na Edimpresa.
A Espírito Santo Research (ESR) aguardava que a empresa de Pinto Balsemão verificasse lucros de 1,6 milhões de euros entre Janeiro e Setembro e prejuízos de 1,4 milhões de euros no terceiro trimestre.
As receitas consolidadas da empresa, nos primeiros nove meses do ano, cresceram 16,5% para 184,8 milhões de euros, com as receitas publicitárias a aumentarem 17,8%, enquanto as com vendas de publicações apresentaram uma subida de 3,9%.
Crescimento das receitas abranda mas excede expectativas
No terceiro trimestre a empresa registou um abrandamento – com o ‘Rock in Rio’ e o Euro 2004 a impulsionarem o primeiro semestre – pois as receitas publicitárias aumentaram 10,2% e as receitas com vendas de publicações caíram 2,5%. Entre Julho e Setembro as receitas consolidadas cresceram 9,2%.
No entanto a empresa, em comunicado, afirma que as receitas de publicidade no terceiro trimestre «excederam as expectativas, principalmente na televisão e nos jornais».
Nos primeiros nove meses o EBITDA, ou «cash flow» operacional, quase duplicou para 37,8 milhões de euros, valor a que corresponde uma margem de 20,5%, acima dos 12,2% do período homólogo.
Os resultados operacionais (EBIT) passaram de 3,14 para 25 milhões de euros, com a margem operacional a subir de 2 para 13,5%. No terceiro trimestre a margem operacional foi de 10%.
A companhia afirma que «as margens operacionais foram penalizadas por custos de reestruturação, que em Setembro de 2004, atingiram 986 mil euros ao nível do grupo», mas que «a evolução controlada dos custos permitiu o aumento das margens EBITDA».
Os custos operacionais da «mantiveram-se controlados», ao nível do terceiro trimestre de 2003, com uma subida de 0,1%. Em termos acumulados, os custos apresentaram um crescimento de 5,6%.
Os resultados financeiros foram negativos em 6,4 milhões de euros, «o que representa um desvio negativo de 24,4%, principalmente fruto da não existência de movimentos cambiais favoráveis, apesar da descida registada no passivo remunerado», justifica a empresa.
Em Setembro deste ano o passivo remunerado líquido situou-se nos 105,7 milhões de euros, menos 5 milhões de euros do que o verificado em Junho e 34,8 milhões de euros desde o início do ano.
Acções da Impresa em seis meses
SIC volta centrar atenções no controlo de custos
A SIC, principal activo da Impresa, apurou um resultado líquido de 12,38 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, contra prejuízos de 930 mil euros no período homólogo.
O volume de negócios consolidado aumentou 18,1% para 118,9 milhões de euros e as receitas de publicidade «mantiveram um comportamento positivo, com uma subida de
20,7% até ao final de Setembro, tendo o terceiro trimestre superado as previsões iniciais ao crescer 13,1% em termos homólogos», refere a empresa.
«O crescimento das receitas de publicidade da SIC deveu-se, também, à evolução favorável das audiências, tendo a SIC registado os melhores valores de audiência do ano durante o terceiro trimestre, principalmente no acesso ao "prime-time" e no próprio "primetime"», refere a mesma fonte.
Nos primeiros nove meses do ano os custos operacionais cresceram 3,3%, mas no terceiro trimestre desceram 2,6%, em termos homólogos.
«Depois da realização dos dois grandes eventos do ano, Rock in Rio e Euro 2004, que tiveram impacto na evolução dos custos operacionais, as atenções da gestão regressaram ao controle dos custos», refere a Impresa. Os custos de programação da SIC desceram 6,3% no terceiro trimestre.
Na área de negócio dos jornais os lucros foram de 5,96 milhões de euros, mais 1,635 milhões que no período homólogo, com as receitas publicitárias a crescerem 8,1%.
Nas revistas as receitas cresceram 8,7% até Setembro, mas no terceiro trimestre caíram 6,1%, «com a manutenção da fraqueza do mercado publicitário neste segmento e um mix de vendas de ‘merchandising’ diferente do ano anterior».
Impresa reitera lucros acima de 6 milhões de euros em 2004
No mesmo comunicado a Impresa manteve a previsão de resultados para este ano. «O crescimento das receitas e das margens superiores às estimativas, permite reiterar os nossos objectivos para o final do ano», diz a empresa.
A companhia estima que as receitas consolidadas possam crescer entre 12 a 13% em 2004, enquanto que a margem EBITDA vai rondar os 23% e o resultado líquido no final de 2004 poderá superar os 6 milhões de euros.
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