Valor médio da habitação atinge máximo de três anos
O valor médio de avaliação bancária de habitação em Portugal Continental obtido no terceiro trimestre de 2004 representa o valor máximo registado dos últimos três anos, de 1.200 euros por metro quadrado, anunciou hoje o INE.
O valor médio de avaliação bancária de habitação em Portugal Continental obtido no terceiro trimestre de 2004 representa o valor máximo registado dos últimos três anos, de 1.200 euros por metro quadrado, anunciou hoje o INE.
O valor médio de avaliação bancária de habitação – realizada no âmbito das concessões de crédito – registou uma subida no terceiro trimestre face ao período homólogo, de 4,6% para os 1.200 euros por metro quadrado no Continente e de 0,25 face ao trimestre anterior, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Face ao trimestre anterior, o indicador aumentou 0,2%. Segundo a mesma fonte, «ambas as taxas de variação são inferiores às registadas no trimestre anterior».
Todas as regiões do Continente (NUTS II) registaram um acréscimo no valor médio de avaliação bancária de habitação com excepção do Algarve, que registou uma queda trimestral de 0,3%, explica o INE acrescentando que a variação trimestral «mais intensa», de 6,1%, ocorreu em Lisboa e Vale do Tejo.
A mesma fonte explica que «tal como observado nos últimos trimestres, o Algarve destacou-se por exibir o maior valor médio de avaliação bancária de habitação (1.478 euros/m2)».
Os maiores acréscimos, trimestrais e homólogos, do valor médio de avaliação bancária registaram-se no Alentejo, na ordem de 2,8% e 8,5%, respectivamente.
No caso dos apartamentos, o valor médio da avaliação bancária dos alojamentos localizados no Continente diminuiu 0,4% face ao trimestre anterior e aumentou 4,2% face ao trimestre homólogo.
Em relação às moradias, ao contrário dos apartamentos, o valor médio aumentou 1,7% face ao trimestre anterior e em termos homólogos verificou-se uma taxa de variação 6,7% superior à verificada no caso dos apartamentos.
«Importa salientar que os crescimentos trimestral e homólogo do valor médio de avaliação bancária de moradias ocorreu em todas as regiões NUTS II do Continente, tendo pertencido ao Algarve a maior taxa de variação homóloga, de 15,6%, e a Lisboa e Vale do Tejo a maior taxa de variação trimestral, de 4,2%», esclarece o INE.
Por Áreas Metropolitanas (AM) a evolução do valor médio de avaliação bancária da habitação na Área Metropolitana do Porto «foi semelhante à que sucedeu ao nível do Continente», tendo subido quer face ao trimestre anterior quer homólogo.
No entanto, não aconteceu o mesmo na Área Metropolitana de Lisboa. No terceiro trimestre de 2004, o valor médio de avaliação bancária dos alojamentos localizados na Área Metropolitana de Lisboa desceu 0,2%, face ao trimestre anterior, fixando-se em 1.510 euros por metro quadrado.
Por outro lado, na Área Metropolitana do Porto, o valor médio da avaliação bancária de habitação foi de 1.244 euros por metro quadrado, o que traduz um aumento trimestral de 1,2%
Valor médio da habitação atinge máximo de três anos
notíCIas_pt
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29-10-2004 10:11
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