Bruxelas inclinada para chumbar aquisição da GDP pela EDP e ENI
A Comissão Europeia encaminha-se para uma decisão negativa a propósito da aquisição da GDP-Gás de Portugal pela EDP-Energias de Portugal e pela italiana ENI, o que, a confirmar-se, inviabiliza o negócio, noticiou o «Público».
As empresas ainda dispõem, no entanto, de um prazo de uma semana, até 17 de Novembro, para salvar a operação, desde que proponham a Bruxelas novas medidas para assegurar uma concorrência efectiva no sector energético nacional.
De acordo com o que o «Público» apurou, as propostas de solução que as empresas têm vindo a apresentar para responder às objecções da Comissão continuam a ser consideradas insuficientes pelos serviços de Mario Monti, o comissário responsável pelo sector. A sua convicção é partilhada pela totalidade dos serviços envolvidos na avaliação do negócio, o que significa que não há qualquer margem para interpretações divergentes.
Contactada pelo «Público», a porta-voz de Mario Monti, Amélia Torres, recusou-se a comentar o estado das negociações que prosseguem entre a Comissão e as três empresas, limitando-se a relembrar que a decisão final está prevista para 15 de Dezembro. Também o gabinete do ministro das Actividades Económicas, Álvaro Barreto, diz desconhecer qual a avaliação que Bruxelas faz das negociações neste momento.
No dia 15 de Dezembro termina o prazo de quatro meses que as regras comunitárias da concorrência conferem à Comissão para avaliar a compatibilidade das concentrações de empresas com a salvaguarda do interesse dos consumidores.
Bruxelas inclinada para chumbar aquisição da GDP pela EDP e ENI
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10-11-2004 03:06
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