O Banco Central Europeu decidiu hoje, tal como o esperado nos mercados, manter as taxas de juro da Zona Euro inalteradas em 2% - o valor mais baixo de quase 60 anos - tendo como objectivo suportar o crescimento económico na região, que é ainda incipiente.
O Banco Central Europeu decidiu hoje, tal como o esperado nos mercados, manter as taxas de juro da Zona Euro inalteradas em 2% - o valor mais baixo de quase 60 anos - tendo como objectivo suportar o crescimento económico na região, que é ainda incipiente.
A última vez que a autoridade monetária alterou os juros foi em Junho de 2003, quando baixou a taxa de refinanciamento para os actuais 2%, o nível mais baixo desde 1946.
Os economistas prevêem que a próxima mexida no preço do dinheiro – uma subida de 25 pontos base – ocorra até Setembro de 2005. Esta possibilidade ganhou ontem uma credibilidade reforçada, depois da Comissão Europeia ter elevado as previsões de crescimento para a Zona Euro no primeiro trimestre.
A Comissão Europeia elevou as suas previsões de crescimento para a Zona Euro no primeiro trimestre deste ano, antevendo um incremento do produto interno bruto em 0,5%.
Contudo, a melhoria ténue na economia, é ainda insuficiente para gerar postos de trabalho, pelo que a autoridade monetária da Zona Euro deverá aguardar pelas descidas das taxas de desemprego nos 12 países que utilizam o euro, para subir o preço do dinheiro.
A Alemanha revelou hoje que o PIB de 2004 cresceu 1,7%, ao ritmo mais elevado de quatro anos, mas a apreciação do euro face ao dólar ainda ameaça as empresas exportadoras.
Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu, disse esta semana estar confiante com a recuperação da economia mundial e que o efeito da subida do petróleo já foi absorvido.
Nos Estados Unidos as taxas de juro estão já nos 2,25%, enquanto o Banco Central de Inglaterra decidiu hoje manter o preço do dinheiro em 4,75%.
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