Esta medida poderá esvanecer-se com o tempo, tal como de certa forma aconteceu com os cortes das taxas de juros. Apôs 11 ou 12 cortes das taxas por parte do FED o que é que resultou?! Pouca coisa, amorteceu-se a queda mas esta estendeu-se no tempo arrastando consigo as também as "boas" empresas.
«passará sempre pela poupança e pela baixa dos impostos»
Não sei Antunes se será assim desta vez, esses foram alguns dos remédios para velhos problemas, desta vez receio mesmo que não seja suficiente.
O mundo alterou-se dos padrões habituais de longo-prazo, como bem diz o César, a economia estendeu-se até proximo dos limites com a globalização. Com abertura continuada de novos mercados os problemas da economia foram sendo ultrapassados, foi-se abrindo novos horizontes e com isso a economia crescia, crescia, de tal forma que foi dificil sentir os problemas que dai iriam resultar no futuro. A inflação manteve-se baixa e sempre controlada, ao longo dos ultimos 20 anos praticamente a cada dificuldade, novos mercados abriam as portas e a economia lá crescia quase sem precisar de reformas.
O problema em relação á economia americana é que nos ultimos 20 anos não houve uma guerra de dimensões que mais tarde provoca-se um grande «baby boom» como aconteceu depois das grandes guerras. Hoje em dia a guerra é "limpa"!!
A procura hoje, ao fim de 3 anos de emagrecimento da economia mantem-se baixa, o consumidor americano está excessivamente endividado, tem casa, tem carro e uma moradia de férias (o mercado imobiliário produziu outra bolha), além das despejas e compromissos correntes excessivos que mais tem o consumidor americano para consumir como pretende o Bush?!
O mercado tem agora pela frente uma população ocidental cada vez mais velha, mais instalada e menos jovens, não tem nos horizontes tão proximos outro «baby boom» que a prazo alimente outro lançamento da economia para longo-prazo.
Não me parece que as velhas soluções resolvam os novos problemas!
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