Sem querer criticar negativamente o seu texto, muito pelo contrário, aqui ficam umas notas:
Provocaria ainda um maior investimento estrangeiro na bolsa americana, atraído por preços mais interessantes;
Isto só acontecerá no final da desvalorização, quando já houver indícios de uma nova valorização de longo prazo, para já quem investe nos Estados Unidos perde às vezes mais no cambio do que nos activos
Aumentaria a afluência de turistas, o que provocaria uma entrada de capitais, que ajudariam a aumentar o consumo
Apesar da queda do dólar tornar mais barato férias nos Estados Unidos, a política de guerra liderada por George Bush afugenta os turistas
Poderão pôr-se em causa os bens importados, que seriam mais caros, mas se tivermos em conta o tipo de economia americana, isso não constituiria um problema significativo. Note-se que os E.U. produzem internamente uma grande parte das marcas de carros europeias e asiáticas, praticamente todos os tipos de electrodomésticos, etc. etc..
Os Estados Unidos têm um défice da balança comercial muito elevado, exactamente porque o seu consumo depende fortemente de produtos importados, o aumento do preço das importações vai ter consequências fortes no consumo, o qual representa normalmente 70% do PIB, e o ano passado teve até um peso maior
Segundo Ashraf Laidi, analista cambial da MG Financial Group de N.Y., o dólar vai continuar a cair, mas muito pior que isso, que “estamos no início de uma queda do dólar de longo prazo”.
Agora é que ele diz isso, depois de um ano e meio de queda do dólar. Mais uma vez os analistas desapontam fortemente, não mostram capacidade de visão e perspectivas futuras, é mais uma ovelha que vai com o rebanho
Também anteriormente se verificaram grandes variações cambiais Dólar/”Euro”, quando entre 1980 e 1984 o dólar se apreciou 40%, após a Reserva Federal subir fortemente as taxas de juro, com o objectivo de atrair capitais e reduzir o déficit externo
A subida de taxas de juro por Paul Volcker teve como objectivo o controlo da inflação que ia já nos 13%, e provocou exactamente uma recessão. O controlo do défice corrente não se faz com a apreciação da moeda, faz-se através da desvalorização, porque a balança comercial é o que tem de longe mais peso na conta corrente, e com a queda do dólar as importações ficam mais caras e as exportações mais baratas, equilibrando a balança
O Clubeinvest.com informa que nenhuma da informação
aqui facultada deverá ser entendida como conselho ou recomendação
de qualquer tipo de transacção ou investimento.