O Governo está satisfeito com as propostas apresentadas quer pela Cofina em associação à Lecta quer pela M-Real, no âmbito da segunda fase de privatização da Portucel, acreditando que, com qualquer uma delas, a Portucel «ganhará dimensão e fortalecer-se-á», disse ao Negocios.pt fonte oficial do Ministério da Economia.
O ministro da Economia, Carlos Tavares desvalorizou o facto do número de candidatos à privatização da Portucel «Basta-nos uma proposta, desde que seja muito boa. O êxito do concurso não se mede pela quantidade», afirmou ontem Carlos Tavares, no final da sua intervenção na conferência da Euromoney, em Londres.
Contactada pelo Negocios.pt, fonte oficial do Ministério da Economia adiantou hoje que «o ministro está muito satisfeito com as propostas, porque qualquer um dos candidatos estrangeiros explicitaram que aceitam transferir activos para Portugal e aceitaram não tomar o controlo da Portucel».
Desta forma, fica provado «que o modelo escolhido era o melhor para os interesses da Portucel» [Cot, Not, P.Target], destaca a referida fonte.
Com qualquer uma das duas propostas apresentadas - que hoje foram abertas pelos concorrentes - «a Portucel ganhará dimensão e fortalecer-se-á», revelou a mesma fonte.
O prazo para entrega das propostas terminou ontem, com a Sonae [Cot, Not, P.Target] a desistir do concurso por considerar o modelo prejudicial para os investidores nacionais.
A Cofina firmou uma parceria com a Lecta, integrada em empresas de capital de risco do banco americano Citigroup, obrigando-se a ceder os activos de floresta de eucalipto da Celuloses do Caima e a maioria dos activos da Lecta, que detém 11 fábricas e 16 máquinas de papel, em Espanha, Itália e França, além do apoio à instalação da máquina de papel já planeada pela Portucel.
Além deste consórcio, apresentou-se à corrida por 25% do capital da Portucel avaliado em 400 milhões de euros, a M-Real, papeleira finlandesa que se propõe oferecer quatro fábricas de papel e uma de pasta, instaladas na Suécia, França e Reino Unido e a produção de papel não revestido da unidade de papel de Husum (Suécia).
O caderno de encargos contempla a alternativa da venda directa, no caso do processo escolhido não chegar ao fim com sucesso, ou se a Assembleia Geral da Portucel [Cot, Not, P.Target] não vier a aprovar a solução escolhida, ou ainda se nenhuma das candidaturas for considerada com condições para ser aprovada.
As acções da Portucel cotavam inalteradas nos 1,32 euros.
Governo acredita que candidaturas à Portucel fortalecem empresa novo
notíCIas_pt
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05-06-2003 09:51
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