Autor: notíCIas_pt
Data: 28-08-2003 02:51
Artur Neves
PÚBLICO
Na economia mundial, as surpresas mais agradáveis continuam a surgir do Oriente. De acordo com o rascunho de um documento a que a agência Reuters teve acesso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prepara-se para rever em alta a taxa de crescimento do produto interno bruto (PIB) japonês para o conjunto de 2003, dos 0,8 por cento avançados em Abril, nas previsões de Primavera, para 1,1 por cento no relatório de Outono, previsto para o final do mês de Setembro.
Ainda mais optimista está a Economist Intelligence Unit (EIU) - unidade de análise e prospecção económica do grupo do semanário "The Economist" -, que ontem corrigiu de 0,7 para dois por cento a taxa de expansão da economia nipónica no ano corrente. O primeiro número nem sequer era muito antigo, datava apenas de Julho.
No entanto, o maior dinamismo da segunda maior economia mundial será contrabalançado pelo cada vez mais anémico crescimento da zona euro. De acordo com o FMI, em vez dos 1,1 por cento anteriormente projectados, os Doze deverão registar este ano uma expansão de apenas 0,7 por cento. Dentro da eurolândia, as responsabilidades dividir-se-ão em partes quase iguais entre as suas duas maiores economias: as previsões para a Alemanha e para a França serão reduzidas de 0,5 para zero por cento e de 1,2 para 0,8 por cento, respectivamente. Quanto aos EUA, o FMI manterá a sua projecção de 2,2 por cento. Tudo equacionado, a taxa de crescimento da economia mundial deverá situar-se este ano em 3,1 por cento, menos uma décima de ponto percentual face ao número divulgado em Abril pela instituição com sede em Washington.
A EIU faz uma antevisão muito semelhante à do FMI, sendo apenas mais pessimista no que se refere à zona euro e mais optimista face aos EUA. A taxa de crescimento dos Doze foi amputada em 0,1 pontos percentuais, passando para uns escassos 0,5 por cento, enquanto que a sua congénere norte-americana foi aumentada em 0,2 pontos percentuais, para 2,4 por cento. Como a EIU estava muito menos optimista do que o FMI em relação ao comportamento da economia japonesa, a sua projecção para o crescimento do PIB mundial foi aumentada de 2,9 para 3,2 por cento, um número praticamente idêntico ao do da instituição de Bretton Woods.
Em 2004, a economia mundial crescerá a taxas superiores. Para o FMI, que não reviu ainda a sua previsão de Abril, fá-lo-á a uma taxa de quatro por cento. Ontem, a EIU aproximou-se deste número, ao corrigir em alta a sua projecção de Julho em 0,2 pontos percentuais, colocando-a agora em 3,9 por cento. Em relação aos três grandes blocos económicos, o Japão viu a sua taxa de crescimento do PIB em 2004 incrementada de 0,6 para 1,5 por cento, enquanto que os EUA e a zona euro sofrerem acréscimos de apenas uma décima de ponto percentual, para 3,3 e 1,8 por cento, respectivamente.
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