Economia portuguesa recuou 1,8% no primeiro semestre do ano
O Produto Interno Bruto (PIB) caiu 2,3% no segundo trimestre do ano em relação ao período homólogo, com a economia a acumular nos primeiros seis meses do ano uma contracção de 1,8%, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
O Produto Interno Bruto (PIB) caiu 2,3% no segundo trimestre do ano em relação ao período homólogo, com a economia a acumular nos primeiros seis meses do ano uma contracção de 1,8%, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Esta foi a quarta variação homóloga negativa consecutiva. Em termos intra trimestrais, ou seja, comparando a expansão entre o segundo e o primeiro trimestre de 2003, verificou-se um aumento do PIB de 0,1%.
As várias previsões para a evolução do PIB português este ano apontam para crescimentos negativos entre 0 e 1%.
Esta forte quebra do PIB foi determinada por uma descida homóloga das exportações (que caíram 0,2% em termos homólogos no segundo trimestre), o que retirou à procura externa líquida a força suficiente para compensar a evolução negativa da procura interna.
Segundo o INE, «as exportações tiveram um comportamento homólogo desfavorável no trimestre em análise, ao contrário do trimestre anterior, no qual o crescimento tinha atingido 5,4%». As importações caíram 3,9%.
Com esta degradação, a procura externa líquida passou a ter um contributo para o crescimento do PIB de apenas 1,7 pontos percentuais, quando nos primeiros três meses do ano essa contribuição tinha atingido os 3,1 pontos.
O INE sublinha, porém, que a quebra das exportações resulta de um «importante efeito de base que perturba a leitura desta variação homóloga», que «é em parte explicada por ser calculada sobre um trimestre homólogo relativamente forte, em que as exportações tinham crescido consideravelmente».
Consumo público com primeira queda homóloga desde 2000
O consumo privado recuou 1,1% face ao trimestre homólogo, atenuando a queda de 1,4% registada no primeiro trimestre De acordo com o instituto de estatística, «as despesas das famílias em bens de consumo duradouro continuaram a evidenciar quebras intensas (menos 13,8%)».
O consumo público caiu 1,1% em termos homólogos, o que constitui a primeira retracção homóloga desta componente desde pelo menos o primeiro trimestre de 2000.
Quanto ao investimento, a trajectória de queda revelou-se menos intensa que nos primeiros três meses do ano. O investimento caiu 11,4%, quando no primeiro trimestre tinha regredido 12,4%. O INE salienta que a atenuação da quebra se fica a dever essencialmente aos investimentos em material de transporte. Este tipo de investimento tinha caído 23,7% no primeiro trimestre e diminuíram apenas 12,9% no segundo trimestre.
Economia portuguesa recuou 1,8% no primeiro semestre do ano
notíCIas_pt
10
08-09-2003 08:19
Disclaimer:
O Clubeinvest.com informa que nenhuma da informação
aqui facultada deverá ser entendida como conselho ou recomendação
de qualquer tipo de transacção ou investimento.