Euro atinge novo máximo acima dos 1,22 dólares com mercado à espera da Fed
O euro voltou hoje a registar um máximo histórico contra o dólar, o que acontece pela sétima sessão consecutiva, superando agora a barreira dos 1,22 dólares, com os investidores a centrarem as suas atenções na reunião da Reserva Federal amanhã.
O euro voltou hoje a registar um máximo histórico contra o dólar, o que acontece pela sétima sessão consecutiva, superando agora a barreira dos 1,22 dólares, com os investidores a centrarem as suas atenções na reunião da Reserva Federal amanhã.
O euro [Cot] subia 0,35% para os 1,2213 dólares, tendo fixado o máximo histórico nos 1,2215 dólares. Contra o iene a moeda americana fixou também um novo mínimo de três anos.
A Reserva Federa norte-americana (Fed) reúne-se amanhã e os economistas aguardam que as taxas de juro permaneçam em 1%, o valor mais baixo de 45 anos.
A baixa taxa de juro, que a instituição liderada por Alan Greenspan deverá manter nos próximos tempos, deixa os investidores menos interessados em investir em activos dos Estados Unidos, dada a baixa remuneração do capital.
«Até assistirmos a uma viragem no ciclo de taxas de juro dos Estados Unidos, não deixará de existir pressão sobre o dólar», disse um analista à Bloomberg, estimando que o euro valerá 1,30 dólares em meados do próximo ano.
Os investidores procuram aplicar o seu capital em países onde o dinheiro tem melhor remuneração, como por exemplo na Austrália, onde as taxas de juro foram aumentadas para 4,25% e o dólar local atingiu um máximo de seis anos.
Na Zona Euro as taxas de juro estão em 2%, enquanto o Banco Central de Inglaterra elevou recentemente o preço do dinheiro para 3,75%.
Com um elevado défice de conta corrente os Estados Unidos têm de atrair investimento estrangeiro para elevar o valor da sua moeda, mas as últimas estatísticas revelam precisamente o contrário.
A valorização do euro poderá ter um efeito negativo na economia europeia, com as empresas exportadoras mais penalizadas, o que se reflecte nos mercados accionistas, onde as companhias mais expostas aos Estados Unidos estão a ser penalizadas.
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