Tem sido muito mais incisivo nas suas declarações do que qualquer outro membro do Fed. Já é a segunda vez que num discurso seu indica que as taxas de juro se vão manter em baixo e em finais de 2002 foi ele que fez o excelente discurso sobre a guerra anti-deflação, e que acentuou a desvalorização do dólar. Enquanto que o Greenspan é muito obscuro nas suas declarações, o Bernanke é directo, dando a sua visão pormenorizada sobre a economia.
Pelas suas próprias palavras, apesar do dólar ter caido 30% face ao euro, se compararmos face a um cabaz de moedas, representativo dos parceiros comerciais dos Estados Unidos, o dólar ainda só desvalorizou 12% e continua 7% acima da média da década de 90 e 17% acima do mínimo atingido no segundo trimestre de 1995.
Parece que o que está acontecer é que os investidores estão a alterar uma parte das suas reservas monetárias de dólares para euros, para não ficarem demasiado dependentes da economia dos Estados Unidos. Ainda há um longo caminho a percorrer.
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