Candidatos à Secil pressionam Semapa a vender maioria
Os concorrentes à compra de capital da Secil estão a pressionar a Semapa a vender mais do que o bloco de 41% que a companhia liderada por Pedro Queiroz Pereira colocou à venda, num processo intermediado pelo Banco Santander.
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Os concorrentes à compra de capital da Secil estão a pressionar a Semapa a vender mais do que o bloco de 41% que a companhia liderada por Pedro Queiroz Pereira colocou à venda, num processo intermediado pelo Banco Santander.
Os brasileiros da Votorantim, os italianos da Caltagirone e os irlandeses da CRH já apresentaram as propostas e decorrem agora as negociações directas, noticiou hoje o Jornal de Negócios.
O prazo de referência para a conclusão do processo é meados de Fevereiro. Avaliação, perímetro de activos e passivos incluídos e percentagem de capital transaccionada são os aspectos centrais em discussão. E se a Imprensa brasileira já noticiou que a Votorantim quer a totalidade do capital da Secil, o Jornal de Negócios sabe que os outros candidatos também mostram reservas em adquirir uma percentagem que é superior à de uma típica parceria estratégica, mas ainda assim minoritária.
Os italianos terão demonstrado também a intenção de comprar a totalidade do capital, ao passo que os irlandeses partem de um objectivo próximo dos 50%.
Em qualquer dos casos, a avaliação de referência da Secil é próxima dos 800 milhões de euros mas a oferta depende de várias questões, sobretudo quanto à assunção de dívida (se fica ou não toda na Secil) e activos financeiros (a Semapa transferiu acções próprias para a Secil, em Dezembro, representativas de 2,3% do seu capital), mas também quanto aos produtos abrangidos (como o “red mix”).
Pacífica parece ser a decisão de comprar todas as fábricas, incluindo as situadas no estrangeiro.
Candidatos à Secil pressionam Semapa a vender maioria
notíCIas_pt
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23-01-2004 02:51
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