Lula da Silva incentiva empresários estrangeiros a investir no Brasil
O Presidente da República brasileiro, Lula da Silva, incentivou os empresários estrangeiros reunidos com ele, na sede europeia da Organização das Nações Unidos (ONU), a investir no Brasil. Belmiro de Azevedo é um dos 200 empresários reunidos em Genebra.
O Presidente da República brasileiro, Lula da Silva, incentivou os empresários estrangeiros reunidos com ele, na sede europeia da Organização das Nações Unidos (ONU), a investir no Brasil. Belmiro de Azevedo é um dos 200 empresários reunidos em Genebra.
”Os investimentos estrangeiros podem dar um forte impulso ao nosso desenvolvimento”, declarou Lula da Silva, na abertura do encontro que tem lugar, pela primeira vez, na Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (CNUCD), em Genebra.
Este apelo segue as criticas apontadas, ontem, pelo próprio Lula da Silva aos empresários brasileiros que exigem cortes nos juros, bem como a redução da carga fiscal. Numa visita oficial à Índia, Lula da Silva, referiu que não havia “magia em economia” e que não conseguiria “inventar” milagres para responder aos desejos dos empresários.
O tom da crítica, foi, no entanto, atenuado, no final do dia de ontem, na altura em que Lula da Silva explicou que as críticas só eram dirigidas aos empresários que não procuraram novos mercados e “apenas choram” pela ajuda do Estado.
O empresário português Belmiro de Azevedo, presidente do grupo Sonae, conhecido pela sua frontalidade, disse, no final da semana passada, que estava decepcionado com os investimentos no Brasil, que os elevados impostos e as taxas de juro são prejudiciais aos investimentos, destacou, numa entrevista, a um jornal brasileiro “Valor Económico”, dias antes do encontro.
Este empresário fazia antever que poderia travar os investimentos na oitava economia mundial.
Lula tinha descartado já, ontem, que via-se na impossibilidade de reverter a situação económica, destacando os sinais positivos da económica e a política económica que está a ser seguida pelo Governo.
Este encontro com empresários, em Genebra, visa fomentar mais investimentos para o Brasil.
A Sonae [Cot] está no Brasil desde 1990 com o negócio da distribuição. Em 1997 entra na indústria com a Tafisa Brasil e mais recentemente, com a Enplanta, no sector imobiliário. Conta com cinco redes de supermercados e hipermercados, com 149 estabelecimentos comerciais e tem seis centros comerciais no Brasil, dos quais cinco no Estado de São Paulo e um em Brasília.
As acções da Sonae cotavam nos 0,86 euros, a cair 1,15%.
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notíCIas_pt
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29-01-2004 06:49
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