Atentado em Moscovo: Putin pede união contra o terrorismo
O presidente russo, Vladimir Putin, apelou esta sexta-feira à união da comunidade internacional para combater o terrorismo, que qualificou de «peste do século XXI», em resposta ao atentado perpetrado durante a manhã no metro de Moscovo. De acordo com o último balanço do Ministério das Situações de Emergência, pelo menos 50 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas na explosão. O ataque ainda não foi reivindicado.
A explosão ocorreu às 8:40 horas (5:40 em Lisboa) na segunda carruagem de um comboio entre as estações Paveletskaya e Avtozovodskayay.
O atentado ocorre a poucas semanas das eleições presidenciais, agendadas para 14 de Março, nas quais se espera que Vladimir Putin renove o seu mandato.
Dezenas de ambulâncias e carros de bombeiros encontram-se no local a tentar combater as chamas e resgatar as vítimas. Até ao momento mais de 700 pessoas já foram evacuadas do interior do túnel.
Este é já o quarto atentado no metro de Moscovo em 70 anos de existência. O primeiro deles ocorreu ainda na era soviética, a 8 de Janeiro de 1977, e causou sete mortos e 44 feridos.
A 11 de Junho de 1996 outra bomba matou quatro pessoas e feriu outras 12 na estação de Túlskaya e a 1 de Janeiro de 1998 um engenho detonado na estação de Tretiakóvskaya feriu três pessoas.
A 5 de Fevereiro de 2001 outra bomba explodiu na estação Biuelorruskaya e fez 20 feridos.
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