A Sonae verificou que o processo de reprivatização da Portucel tem sido conduzido de forma hostil aos seus interesses, traduzindo-se agora numa venda de um bloco de acções representativo de 30% do capital a um sócio que definirá a estratégia para o futuro e que contará com o voto do Estado para implementar essa estratégia.
A Sonae, sendo o único potencial interessado que há muito tempo manifestou interesse na Portucel, investindo um montante muito significativo no respectivo capital, teria, em caso de sucesso neste concurso, de lançar uma OPA geral, envolvendo recursos financeiros que a Sonae desde sempre assumiu não pretender alocar e contrariando os objectivos definidos pelo Governo de manter a empresa no mercado de capitais e de não haver um accionista único de controlo. Objectivo este reiterado pelo Governo que, através de declarações do Ministro da Economia, se tem oposto frontalmente à possibilidade de a Sonae assumir sozinha o controlo da Portucel.
A Sonae considera assim não existirem condições para apresentar uma candidatura ao concurso público de reprivatização da Portucel, e informa o mercado de que, com o objectivo de salvaguardar o investimento realizado, estabeleceu acordos com as entidades credíveis, interessadas em participar no concurso, que de si se aproximaram, no sentido de, caso a sua proposta seja vencedora:
• Averiguar a possibilidade de sintonia estratégica que permita a coexistência accionista com essa entidade;
• Ou, caso tal não seja possível, assegurar condições de protecção do investimento através da execução de cláusulas de saída que igualmente contribuam para a criação de um quadro accionista estável para a Portucel
O Clubeinvest.com informa que nenhuma da informação
aqui facultada deverá ser entendida como conselho ou recomendação
de qualquer tipo de transacção ou investimento.