- Após o fecho a Intel faz uma previsão do trimestre.
Quem tiver interessado em ler mais aprofundadamente os resultados da Portugal Telecom, PT Multimedia, EDP ou Sonae.com, aqui ficam os links para os relátorios de conta em formato PDF.
Recuperando o que escrevi no início da semana, aqui fica sobre as taxas de juro e outros dados que vão ser divulgados hoje:
Hoje será divulgado o indicador de previsão do PIB para a zona euro no primeiro e segundo trimestre do ano. Nos Estados Unidos sobressaem os dados às 13:30, pedidos de subsídio de desemprego e produtividade.
Mas em foco estará a reunião do BCE, às 12:45 e conferência às 13:30, em princípio não haverá nenhuma alteração da taxa de juro, mas a instituição encontra-se confrontada situações que não desejava. Por um lado, se observarmos a evolução da inflação, que foi 1,9% em Janeiro e as previsões apontam para 1,6% em Fevereiro, poderá começar a haver espaço para um corte das taxas. Comparemos por exemplo a situação nos Estados Unidos e na Alemanha e verificamos que, no primeiro país, as taxas estão em 1% e a inflação é de 1,9%, enquanto no segundo, motor da economia europeia, as taxas estão em 2% e a inflação em 1,1%, a mais baixa da União Europeia. Por outro lado, houve uma pressão política inconcebível a semana passada por parte de Schroeder, e o BCE com tão poucos anos de vida quer demonstrar a sua independência. A pressão política percebe-se, nomeadamente, porque Gerard Schroeder anda a sentir revezes nas eleições locais no seu pais, este fim de semana foi em Hamburgo. O euro não pode ser desculpa para tudo, não só porque tem estado mais estável, ou a cair face ao dólar, como também, para além do comércio internacional ser realizado entre países da zona euro, muitas empresas europeias beneficiam com a subida do euro, porque importam produtos da Ásia e europa do Leste e os preços são acertados em dólares.
Ainda por outro lado, um estudo divulgado pelo Centro de Estudo de Política Económica (Centre for Economic Policy Research), indica que o BCE tem falhado a manutenção da inflação em 2%, e que desde o lançamento do euro em Janeiro de 1999 até Outubro de 2003, em 55% do tempo a inflação foi superior a 2%. O estudo indica mesmo que a probabilidade de uma subida das taxas é maior do que de uma descida.
Em Inglaterra também se realizará reunião para decisão de taxas de juro. É esperado que as taxas se mantenham nos 4%, a inflação está abaixo do target e o Banco ainda em Fevereiro subiu as taxas em 25 pontos base. O mercado da habitação continua muito forte, e o último relatório sobre a subida do preço das casas indicou uma valorização média de 16%. O preço das casas atingiu o valor mais alto face ao rendimento desde que se estuda essa comparação, um prazo de vinte anos. O preço médio de uma casa custa actualmente 5 vezes o salário anual médio do comprador. Em 1989 atingiu-se um valor semelhante que foi seguido por um crash de 12% no preço médio das casas. Esta é a mais forte preocupação do Banco Central Inglês.
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