Para a CIMPOR, 2003 foi sobretudo um ano de consolidação, com a gestão do Grupo centrada, essencialmente, na integração das novas unidades adquiridas no final de 2002 (uma empresa na África do Sul e três unidades fabris em Espanha), na reestruturação da sua dívida financeira (com um alongamento significativo da respectiva maturidade) e na realização de importantes investimentos em duas novas linhas de produção (uma no Brasil, terminada em meados do ano, e outra no Egipto, concluída já em 2004). Com a entrada em exploração destas novas linhas, o Grupo CIMPOR eleva a sua capacidade total de produção de cimento com clínquer próprio
para cerca de 23,4 milhões de toneladas/ano, mantendo a décima posição no ranking mundial das empresas do sector.
Com o alargamento do perímetro de consolidação, e apesar da queda abrupta de alguns mercados onde o Grupo está presente (em particular, os mercados português e brasileiro) e da forte apreciação do euro (que, relativamente às moedas brasileira e egípcia, atingiu, em termos de câmbios médios anuais, quase 25% e mais de 52%, respectivamente), os Resultados Líquidos consolidados, após Interesses Minoritários, cifraram-se em 185,9 milhões de euros, ultrapassando em 9,3 milhões de euros (5,3%) os resultados do ano anterior.
Em consequência, a Rentabilidade dos Capitais Próprios (ROE) do Grupo passou de 17,3% em 2002 para 19,5% em 2003.
O Volume de Negócios do Grupo cifrou-se em 1.360,9 milhões de euros – um aumento de 43,7 milhões de euros (3,3%) relativamente a 2002 – com o alargamento do perímetro de consolidação (Espanha e África do Sul) a mais do que compensar as diminuições verificadas nos Volumes de Negócios de Portugal e, quando medidos na moeda europeia, dos restantes países em que o Grupo opera (à excepção de Marrocos e Moçambique).
Só em Portugal, fruto da evolução do mercado da construção (com o consumo de cimento a cair cerca de 17%), e pese embora o significativo contributo das vendas efectuadas para as novas unidades adquiridas em Espanha, a queda do Volume de Negócios atingiu cerca de 56 milhões de euros. Em consequência, a importância relativa desta Área de Negócios no valor total (consolidado) do referido indicador diminuiu de quase 50% em 2002 para menos de 44% em 2003.
É intenção do Conselho de Administração propor, na próxima Assembleia Geral de Accionistas, a distribuição de um dividendo de 0,17 euros por acção, o que, à semelhança de anos anteriores, se traduz num pay-out superior a 60%.
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