Claro que é especulação! Até o número saír, tudo o que se diga é especulação. Mas também me parece que a justificação oficial, de que o atraso se deve a problemas informáticos, é no mínimo caricata.
O que ouvi dizer há alguns tempos atrás é que a metodologia do cálculo deste indicador ia ser alterada. Esta sim poderá ser a razão para estes sucessivos adiamentos.
Agora uma coisa é certa: o cálculo da inflacção nos EUA, e também na Europa, está desfasado da realidade.
Ainda hoje vinha na 1ª página de um jornal diário nacional a referência aos aumentos que bens de 1ª necessidade têm sofrido: Pão e cereais (+16%); Gás natural (+35%); Transportes (+20%); etc.. Estes são apenas alguns exemplos que fazem com que muitos portugueses não acreditem nos valores de inflacção divulgados. A realidade é bem diferente e com aumentos salariais na ordem dos 3-4% chega-se ao fim do mês com menos dinheiro no bolso.
O mesmo se passa nos EUA, onde a população se queixa do mesmo. Tenho conhecidos a viver NY que me confirmam que o custo de vida aumentou substancialmente, nomeadamente a nível da alimentação, dos combustíveis, dos seguros, das despesas médicas e da educação escolar.
Como é então possível falar-se de inflacção na ordem dos 2%? Só se o cálculo estiver enviezado, não dando a devida ponderação aos bens e serviços que são essenciais no nosso dia-a-dia.
Resumindo, o nosso poder de compra está a descer substancialmente.
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