Lucros da Ibersol descem para 6,6 milhões em 2003 (act)
A Ibersol anunciou hoje que os resultados líquidos de 2003 desceram para 6,6 milhões de euros, contra os resultados líquidos de 8 milhões de euros do ano anterior, um valor que ficou acima das estimativas do BPI. As receitas aumentaram 8,4%, informou hoje a empresa em comunicado.
A Ibersol anunciou hoje que os resultados líquidos de 2003 desceram para 6,6 milhões de euros, contra os resultados líquidos de 8 milhões de euros do ano anterior, um valor que ficou acima das estimativas do BPI. As receitas aumentaram 8,4%, informou hoje a empresa em comunicado.
O BPI previa que este ano a empresa visse os seus resultados líquidos caírem para 5,8 milhões de euros e estimava que as receitas subissem 9%. A empresa explica que os lucros não são directamente comparáveis, pois em 2002 a empresa teve impostos diferidos de 2,8 milhões de euros.
O volume de negócios, em 2003 passou de cerca de 118,6 para 128,5 milhões, ou seja, aumentou 8,4% face ao ano anterior. Segundo a Ibersol, este desempenho «está influenciado pela consolidação do negócio Pizza Móvil e pela abertura ao longo do ano de 43 lojas próprias e 11 lojas em regime de franquia (e encerramento de três unidades próprias e 3 em regime de franquia)».
O resultado operacional «foi superior a 11 milhões de euros o que equivale a um crescimento de 17,3% em relação ao ano anterior», explica a mesma fonte. O EBITDA, ou «cash flow» operacional, foi de 19,7 milhões de euros. Um resultado em linha com as estimativas avançadas ontem pelo BPI, que diziam que o EBITDA da Ibersol teria aumentado 10% para 19,6 milhões de euros,
A margem do EBITDA aumentou cerca de 11%, «passando a representar 15,3% do volume de negócios».
A empresa apresentou resultados financeiros e extraordinários negativos, no montante de 1.235 e 225 milhares de euros, respectivamente. Já o resultado líquido antes do imposto sobre o rendimento cresceu 20%, ascendendo aos 9,6 milhões de euros, contra os 8 milhões de euros do ano anterior.
O investimento técnico na abertura e remodelação de unidades atingiu o montante de 19 milhões de euros. Já o endividamento líquido remunerado situava-se em cerca de 27,4 milhões de euros, no final do ano, «inferior ao de 31 de Dezembro de 2002 em 2,4 milhões de euros».
Apesar da empresa achar que 2004 «deverá ser um ano para aumentar a eficiência operacional e reposicionar os negócios de forma a garantir solidez», considera que o crescimento em Portugal «será limitado e vamos preparar novo impulso de crescimento para 2005».
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